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Quarta visita de Bolsonaro ao Amapá pode definir rumos da direita nas eleições 2022

Presidente da República deverá voltar a Macapá nos próximos dias para entregar obra de conjunto habitacional, mas também reorganizar base governista no estado.


Foto: Wagner Pires

Cleber Barbosa
Da Redação

 

Lideranças bolsonaristas no Amapá dão como certa uma nova viagem do presidente da República ao estado nos próximos dias. Seria a quarta visita do mandatário Jair Bolsonaro no exercício do cargo. Mas, nos bastidores a expectativa é muito grande no sentido de que ele possa reagrupar a base conservadora, especialmente em relação a várias candidaturas majoritárias – seja a governador, seja a senador.

 

Há uma grande expectativa de que o presidente possa anunciar o destravamento de outras demandas históricas do Amapá, relacionadas a obras de infraestrutura como o asfaltamento da BR-156, que deveria ter avançado em duas frentes até o final do ano passado, mas não cumpriram o cronograma inicial, seja no trecho norte em direção a Oiapoque, seja no trecho sul em direção a Laranjal do Jari.

Moradia popular

Bolsonaro deverá fazer a entrega das unidades habitacionais do Miracema, que estão localizadas às margens da Rodovia Norte/Sul, em Macapá, que começaram a ser construídas em 2018, mas resultaram em alguns entraves administrativos, que foram objeto de muita articulação política e ações judiciais.

 

Mil unidades já estão concluídas, sendo que deste total 500 aptas para serem entregues. Outros dois blocos com mil moradias estão em fase avançada. Todo o conjunto deve ser repassado aos novos moradores ainda em 2022.

 

As famílias beneficiadas participaram de chamada pública e atendem a critérios socioeconômicos. Em sua maioria, elas residem em áreas alagadas e compõem a demanda dirigida pela Justiça Federal.

Diferente de outros conjuntos habitacionais, o abastecimento de água no Miracema será no sistema CRD (Captação, Reservação e Distribuição), com a destinação de 320 mil litros em que a captação é realizada no local suprimindo possível falta de água no conjunto.

 

No período de execução da obra, foram gerados mais de 450 empregos diretos. Os trabalhadores são dos bairros do entorno do conjunto habitacional, o qual recebe investimentos de R$ 40 milhões do governo federal.


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