Turismo

FORTALEZA RELUSENTE

Imagens noturnas destacam iluminação

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CLEBER BARBOSA
EDITOR DE TURISMO

O repórter-cinematográfico Jhon FPV, um dos mais respeitados profissionais que pilotam drones no Amapá, fez algumas imagens iradas da Fortaleza de São José de Macapá, só que durante a noite, para conferir os efeitos que a nova iluminação do monumento está produzindo. Os sobrevoos do artista resultaram em imagens raras da maior fortificação do período colonial português no Brasil.

A direção do Museu Fortaleza diz que existe uma programação regular de manutenção do monumento, mas que intervenções na melhoria da iluminação vêm sendo implementadas desde o ano passado, porém a conclusão do processo revelou surpresas que agradaram em cheio.


De cara, os novos equipamentos em luz e eletricidade, aferem um visual muito mais acessível para visitações pela parte da noite. Muita gente que passava por ali praticamente nem via a Fortaleza nesse período, devido à escuridão do monumento, que agora registra até famílias fazendo piquenique no lugar – mas durante o dia.


Público

As estimativas oficiais dão conta de que 60 mil turistas realizam visitas regulares à Fortaleza de São José de Macapá por ano. É, de cara, o maior monumento histórico e a principal atração turística de Macapá. “A gente sugere agora que a nova iluminação está muito bonita e eficiente, que as visitações possam acontecer também à noite, pois certamente alcançará outros públicos, que normalmente não podem fazer as visitas durante o dia”, diz o corretor Gilberto Carvalho de Souza, 51.


Atualmente, o espaço interno da Fortaleza fica aberto a visitações de terça-feira a domingo, no horário de 8h às 18h. A entrada é gratuita, e o visitante pode ser acompanhado por um monitor e guia de turismo. Escolas podem solicitar visitas monitoradas através de ofício, que deve ser entregue na administração da instituição.

Trajetória
A história da Fortaleza de São José de Macapá ainda registra período de altos e baixos, recuperações e, infelizmente, abandonos. A Proclamação da República (1889), e as suas sucessivas crises no início do século XX, mantiveram a Fortaleza de Macapá em relativo abandono, acarretando o desaparecimento de diversos elementos construtivos quer por deterioração quer por furto simples. Ela passou à gestão da Fundação de Cultura, em 1988.

 

Construída para proteger o Amazonas e a cidade

Inaugurada no dia 19 de março de 1782, a Fortaleza de São José de Macapá é considerada a maior fortificação do Brasil, segundo pesquisas arqueológicas da Universidade de Pernambuco. Ela foi erguida com o propósito de defender a Amazônia diante da possibilidade de uma suposta invasão francesa.

Apesar desse propósito, a fortificação nunca foi usada para qualquer confronto armado. A única batalha foi o “Red Bull BC One”, uma das maiores disputas de hip-hop “homem a homem”, ocorrida em 2017 com apoio do Governo do Amapá, para fortalecer o movimento no Estado.

Localizada em uma área extensa de quase 30 mil metros quadrados à margem esquerda da foz do Rio Amazonas, a Fortaleza de São José é um dos mais antigos pontos turísticos da capital amapaense. Foi tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), em 22 de março de 1950, e elevado à categoria de museu em 2007.

A consequência mais marcante da construção da Fortaleza foi a criação e desenvolvimento da Vila de São José de Macapá, que deu origem à capital amapaense.

 

Ocupação das terras portuguesas no país tropical que Cabral conquistara

Apresenta planta no formato de um polígono quadrangular regular, com baluartes pentagonais nos vértices, sob a invocação respectivamente de Nossa Senhora da Conceição, São José, São Pedro e Madre de Deus, muralhas com oito metros de altura em alvenaria de pedra e cal, arrematadas por cantaria nos ângulos salientes, e um fosso seco pelo lado de Sudoeste. Pelo lado Oeste, em frente ao portão principal, ergue-se um revelim para proteção do seu acesso pelo exterior, originalmente projetado compreendendo duas pontes sobre um fosso. O portão principal acessa a chamada “Casa do Órgão”, bloco originalmente afeto ao “Corpo da Guarda”, edifício que se destaca por uma fachada em estilo clássico. No terrapleno, em redor da praça de armas, dispõem-se oito edifícios dispostos aos pares: “Quartel da Tropa”, Hospital, “Casa do Capelão”, Capela, “Casa do Comandante e Paiol da Pólvora”, “Casa da Palamenta” e “Casa da Farinha”. Ao abrigo do terrapleno, duas cadeias casamatadas com doze celas cada, uma destinada a detidos do sexo masculino e outra a do sexo feminino. Ao centro da praça, um escoadouro de águas pluviais.

Externamente, atualmente restam os vestígios de um fosso seco nas faces Sul e Oeste, que originalmente seria inundado em todo o perímetro da fortaleza, inclusive o revelim frente ao portão principal. A explanada exterior ligava-se ao revelim por uma passarela de madeira e este ao portão principal, através de uma ponte levadiça, acessórios estes atualmente desaparecidos. Na face Norte, além de um fosso seco, o projeto original previa um segundo revelim, cercado por sua vez por um fosso inundado, elementos também desaparecidos. Pela face Leste, além do fosso seco, estavam projetadas duas baterias baixas, identificadas pela recente campanha de prospecção arqueológica.
Fonte: Wikipédia

CURIOSIDADES

– O conjunto da Fortaleza ocupa 84.000 m², em estilo Vauban dito de 8ª classe.
– Concebida para suceder os redutos de 1738 (Reduto do Macapá) e de 1761 (Forte do Macapá), e dar solução definitiva à fortificação da barra norte do rio Amazonas;
– A sua construção empregou, além de oficiais e soldados, canteiros, artífices e trabalhadores africanos e indígenas.
1782

 
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