Turismo

REGIÃO METROPOLITANA

Uma chance para o turismo regional


CLEBER BARBOSA
EDITOR DE TURISMO

Os municípios de Macapá, Santana e Mazagão passarão a integrar uma Região Metropilitana, espécie de consórcio que os especialistas entendem ser fundamental para o desenvolvimento, mas fundamentalmente para o incremento do turismo regional. Nos próximos dias haverá um encontro no Palácio do Setentrião, reunindo o governador, prefeitos e presidentes de Câmaras de Vereadores desses municípios, para dar continuidade às discussões sobre o Plano de Desenvolvimento Integrado e consolidação da Região Metropolitana, que se materializou com a inauguração da ponte da integração Washington Elias dos Santos.

Essa é uma pauta que já vem sendo consolidada pelo governo desde o início do ano passado, com a aprovação pela Assembleia Legislativa de uma Lei Complementar Estadual alterando a legislação de 2003 que evidenciava apenas Macapá e Santana como parte da região metropolitana. A partir de então, a região metropolitana passou a contar também com o município de Mazagão.
A área metropolitana com três municípios não ganhou apenas força de lei. A inauguração da Ponte da Integração do Rio Matapi consolidou o projeto. No dia 6 de janeiro deste ano, dando continuidade as tratativas de integração da área metropolitana, foi assinado o termo aditivo do convênio de limpeza urbana com o prefeito de Santana, Ofirney Sadala. Na ocasião, Waldez Góes reiterou a reunião com os prefeitos e presidentes de Câmaras. Também destacou o tema durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, na abertura dos trabalhos legislativos deste ano.

“A ponte da integração beneficia diretamente os moradores de Macapá, Santana e Mazagão, gerando a possibilidade de criação de um segundo Distrito Industrial, à margem direita do Rio Matapi, e propiciando a implantação de uma região metropolitana formada pelos três municípios, assunto que estaremos debatendo com os prefeitos e com a população”, enfatizou o governador.
De acordo com o governador, com mais de 600 mil pessoas, a região metropolitana precisa ter sustentação nos eixos de desenvolvimentos que precisam ser definidos a partir da reunião com os prefeitos. Em Mazagão, ainda no ano passado, falando sobre essa reunião, o governador deixou claro que pretende avançar juntamente com os gestores municipais nos projetos que visam melhorar a qualidade de vida das pessoas que moram nessa região do Estado.
O turismo, penhoradamente, agradece.
* Colaborou: Edson Cardozo

Balsas relocadas para Ilha de Santana

A Secretaria de Estado de Transportes (Setrap) melhorou o acesso para a Ilha de Santana. Desde janeiro, duas balsas fazem o deslocamento da população para o local. As embarcações foram transferidas do Rio Matapi, após a inauguração da Ponte da Integração Washington Elias dos Santos, que dá acesso ao município de Mazagão.O transporte, que antes era feito só por uma balsa nas terças e quintas-feiras, está disponível de segunda a sexta-feira, no horário das 8 às 18 horas.

De acordo com o diretor do transportes da Setrap, Andrey Rego, a utilização das balsas ocorreu após um estudo de viabilidade no local.“Foi preciso avaliar as condições naturais dos pontos de travessia na região, que podem ser beneficiadas. A transferência das embarcações também tinha que obedecer às normas estabelecidas pela Capitania dos Portos”, acrescentou.
A Setrap também atua na travessia de balsas nos municípios de Laranjal e Vitória do Jari. Nas duas localidades, a secretaria disponibilizou uma balsa, que funciona regularmente durante a semana. O gerenciamento do transporte das balsas é terceirizado e administrado pela equipe técnica e pela diretoria de transportes da Setrap.

Pavimentação do trecho sul da BR 156 será retomada, diz governo

Os trabalhos de pavimentação da BR 156 serão retomados no trecho Sul até o final deste semestre. O planejamento para as obras foi apresentado esta semana ao governador Waldez Góes por diretores do consórcio contratado para executar o empreendimento. O trecho em questão tem extensão de 61 quilômetros, compreendido entre o km 21 da BR 210 e a comunidade do rio Vila Nova. Segundo o cronograma apresentado pelo consórcio, os trabalhos de terraplanagem e obras de arte (pontes, galerias), devem iniciar no mês de junho. Para isto, algumas licenças ambientais e de cunho arqueológico terão que ser expedidas pelos Institutos Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As duas entidades, informou o secretário de Estado de Transportes, Jorge Amanajás, exigiram estudos aprofundados sobre a fauna e a flora, e mapeamento de áreas arqueológicas. As pesquisas estão sendo desenvolvidas pelas empresas do consócio contratado. Os relatórios sobre deverão ser concluídos e encaminhados aos órgãos em março. “A BR 156 possui muitos entraves legais por ser uma rodovia que percorre reservas ambientais e potenciais sítios arqueológicos. Por esta razão, a obra demora um pouco mais para começar”, explicou Amanajás. Por outro lado, o planejamento da obra está bastante adiantado. Após uma série de ajustes, o consórcio responsável está na última etapa do projeto executivo, com previsão para conclusão para este mês. O governador evidenciou o acompanhamento da Justiça Federal no processo, desde a licitação para contratar a construtora até a conclusão da obra. “Fizemos questão que a Justiça Federal acompanhe todos os passos e trâmites para a realização desta obra. Isso respalda as nossas ações em todas as fases, as etapas que antecedem o início dos trabalhos e na fase de execução.

CURIOSIDADES

– Uma região metropolitana é formada por um conjunto de municípios próximos entre si. Eles são integrados socioeconomicamente a uma cidade central, chamada metrópole.
– Por estarem tão próximos e interligados, os serviços públicos e de infraestrutura desses municípios devem ser planejados regionalmente.
– O turismo regional possibilita a racionalização dos meios existentes para recepção ao turista.
600mil
População estimada nos três municípios.


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