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Clécio comanda ‘tropa de choque’ para conter alagamentos em Macapá

Segundo o prefeito, são 110 homens trabalhando nos pontos mais críticos da Capital. Áreas de baixada e canais são priorizados.

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A Prefeitura de Macapá montou uma força tarefa com um total de 110 homens para conter alagamentos e inundações na Capital. Conforme explicou o prefeito Clécio Luís no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90.9) na manhã desta sexta-feira, 11, os trabalhos estão priorizando as áreas de baixada e os canais da Capital. “Estamos trabalhando em conjunto com a Defesa Civil estadual na identificação dos pontos críticos e realizamos um trabalho criterioso para que a população não sinta tanto os efeitos das fortes chuvas que estão caindo sobre a cidade; infelizmente, entretanto, ainda há muita gente que não se conscientizarem de que a maior causa de alagamentos é justamente o entupimento de galerias com lixos e entulhos jogados estupidamente por alguns”.
 
Como exemplo, Clécio Luís citou o bairro Santa Rita, em que uma rua ficou quase toda submersa nesta quinta-feira: “Na Rua Santa Catarina fizemos durante o verão cerca de 1,5 km de drenagem profunda, e fomos surpreendidos com o grande alagamento que ocorreu; viemos para cá (a entrevista foi dada por telefone, daquele local), e descobrimos uma pessoa, veja só, uma pessoa só pessoa tapou um bueiro, a última caixa de passagem da rua com uma parede de madeira, propositadamente; um ato criminoso desse cidadão que vai ser responsabilizado por todos os danos causados, nas esferas civil e criminal; fizemos a desobstrução e hoje estamos de volta ao local e, apesar de estar chovendo bastante, não tem mais qualquer sinal de alagamento”.
 
Outro exemplo dado pelo prefeito foi Canal da Avenida 13 de Setembro: “Naquele local um cidadão concretou uma caixa de passagem e construiu quitinetes dentro do Canal, de uma hora pra outra, e todas já estão alugadas; pra tirar essas pessoas de lá não é fácil, porque depende de decisão da justiça; mas já entramos com o processo porque aquelas casas têm que ser retiradas imediatamente dali, porque a ocupação ilegal está prejudicando mais de 4 mil famílias; outra constatação que fizemos foi o furto de telas de ferro que colocamos nos bueiros para evitar a passagem de lixo; como resultado, nos últimos 20 dias já retiramos mais de 3 mil toneladas de entulho”.
 
Para o prefeito, só a limpeza dos canais e trabalhamos preventivos em áreas de risco não evitam alagações e inundações na cidade: “É preciso mais educação ambiental; é necessários que cada um faça a sua parte; a Prefeitura está fazendo muito mais do que é de sua responsabilidade, que é a limpeza de canais, cujo trabalho não é da nossa competência, tanto que em nenhuma outra cidade brasileira a macrodrenagem é feitaé feito pelas prefeituras; mas nós fazemos aqui em Macapá; o único canal que não fizemos a drenagem foi o Jandiá, por falta de equipamentos, porque a profundidade é muito grande e precisa de equipamentos especiais, que nós não temos e, infelizmente, não temos a ajuda de ninguém; ainda aparece gente para prejudicar essa trabalho, como a Caesa (Companhia de Água e Saneamento do Amapá) que rasga as ruas depois que realizamos a pavimentação asfáltica, deixando imensos lagos de lama, prejudicando a população, como aconteceu aqui na Rua Santa Catarina, que de ponta a ponta está só atoleiro. É preciso que a Caesa ajude, que o Governo do Estado ajude, mas é preciso, também, que cada morador, cada moradora, cada cidadão, cada cidadã façam a sua parte”, pediu.
 
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