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Dalva afirma que ala do PT sob seu comando vai apoiar Clécio

Ex-deputada federal descarta possibilidade de ser candidata a vice do atual prefeito de Macapá

 

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A ex-deputada federal e atual titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Dalva Figueiredo, garantiu na manhã desta terça-feira, 26, no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90.9), que não é candidata a vice do atual prefeito de Macapá, que já confirmou que tentará a reeleição. “Reafirmo que não sou candidata a vice, mas a ala do PT da qual faço parte vai apoiar a reeleição do prefeito Clécio Luís”.
 
Questionada sobre as divergências internas existentes no PT do Amapá, Dalva Figueiredo reconheceu que existem, mas que isso faz parte do processo natural da política partidária: “Eu e o Joel Banha (presidente da Executiva Estadual) não podemos viver sem essa disputa interna. Isso faz parte do processo político, do processo democrático; entendo, porém, que temos que lutar para unir o partido; estou muito triste vendo alguns companheiros históricos saírem do PT; temos que trabalhar nisso; em Santana, por exemplo, o PT sempre foi muito forte, e por isso tem que unir; o Nogueira e a Marcivânia (lideranças do partido no município) têm que ter um puxão de orelha…
 
Crise financeira e avanços
Dalva Figueiredo reclamou da constante diminuição dos recursos destinados à educação do Município: “A crise financeira está nos causando muitas dificuldades, mas mesmo assim temos conseguido muitos avanços, conquistas maravilhosas; Ao contrário do que acontecia antes, hoje os recursos são muito escassos; em 2015, por exemplo, a previsão de verbas do Fundep era de R$ 145 milhões, mas totalizou apenas R$ 129 milhões, quando o custo total das despesas, incluindo folha de pagamento de serventes, vigilantes e professores é de R$ 167 milhões, o que obriga a Prefeitura a fazer a complementação com recursos próprios”.
 
Para 2016 a previsão, segunda Dalva, é de mais dificuldades: “Já se prevê menos R$ 2 milhões para este ano; em 2015 a perda foi de R$ 15 milhões; vamos ter uma perda muito grande e, para compensar essa perda, o município tem que se reorganizar, reestruturar; e é isso que estamos fazendo, tanto que suprimos uma demanda de cerca de oito mil vagas nas escolas municipais; para isso, nos readequamos, com a utilização de salas integradas, como, por exemplo, biblioteca e sala de leitura, que podem perfeitamente funcionar juntas; com isso nós conseguimos garantir este ano 60 salas de aula, o que representa cerca de três mil novas vagas nas escolas”.
 
Chamada Escolas e matrículas
A Secretária de Educação do Município destacou a importância da Chamada Escolar, deflagrada no ano passado: “Trata-se de uma ferramenta muito importante para o planejamento e levantamento das demandas de um ano para o outro; como resultado, em 2016 foram cadastradas sete mil crianças através da Chamada Escolar, e agora vamos partir para a confirmação das matriculas, com entrega de documentos. A partir de amanhã (quarta, 27) até o dia 29 já vamos efetivar as matrículas nas escolas de ensino fundamental.
 
De acordo com Dalva Figueiredo, a prioridade da gestão dela na Semed é a ampliação da rede municipal de ensino: “Assim que assumi, eu e o prefeito Clécio tivemos uma conversa norteadora, e a determinação dele foi de acelerar as licitações, que são feitas tanto na Secretaria de Governo como na própria Semed; o Município já aprovou a construção de dez creches; já temos os recursos liberados e vamos concluir a Tia Chiquinha, além de outras na Fazendinha e Ilha mirim; várias outras já estão em processo de licitação, além das várias que já licitamos, aguardando apenas a liberação de recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação); infelizmente a burocracia não anda tão rápido como vontade política”, lamentou.
 
Municipalização da educação
Dalva Figueiredo enfatizou a necessidade de acelerar o processo de municipalização para garantir a melhoria da qualidade do ensino: “A municipalização da educação tem que ser acelerada, e estamos trabalhando nesse sentido, porque é através da ação conjunta entre o governo do Estado e da Prefeitura que vamos fortalecer a áreas educacional; para que isso aconteça, estamos trabalhando no planejamento das ações, de forma gradativa, fazendo a municipalização compartilhada com o estado; para que se tenha ideia dessa importância, a última escola construída no Município foi há dez anos, e hoje nós reunimos condições de fazer isso, e estamos fazendo; já temos R$ 5 milhões destinados à construção de creche e escola infantil no Conjunto São José, e só não iniciamos a construção porque oficialmente a escola ainda é do Estado; mas, já estamos em processo de diálogo bastante avançado, principalmente entre as duas secretarias (Semed e Seed), e essa integração é vital, porque só de forma integrada vamos superar as dificuldades que nos são impostas pelos constantes cortes de recursos federais para o estado, considerando que a presença da união sempre foi muito forte no Amapá”.
 
Apesar da crise financeira, a secretária prevê um ano de muitas conquistas na área da educação: “Vamos iniciar o ano letivo de 2016 com o pé direito; além da garantia de vagas nas escolas para suprir a demanda, vamos entregar 400 lousas digitais (computadorizadas), todas com internet, e uniformes para os alunos; estamos também lançando licitação para adquirir mochilas, que serão entregues aos estudantes; estamos trabalhando intensamente na busca de recursos para fortalecer a educação no Município”.
 
Alfabetização 
Outra prioridade apontada por Dalva Figueiredo é o combate ao analfabetismo: “Já estamos com tudo preparado para o lançamento do programa ‘Brasil alfabetizado’, e já garantimos a vinda a Macapá do coordenador do Secadi (Secretaria de Educação continuada, Açlfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC) Paulo Gabriel, que vem confirmar duas mil vagas para o Município; vamos trabalhar em conjunto para que Macapá conquiste o selo ‘Cidade Livre do Analfabetismo. Para isso, dentro de muito pouco tempo nossas ssalas de educação fundamental vão receber alunos egressos do EJA (Educação de Jovens e Adultos) e do programa Macapá Alfabetizado’, previu.

 

 
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