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Sejusp prepara esquema especial para o fim de ano

Segurança pública prepara esquema especial para o final do ano

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Em entrevista concedida ao Diário do Amapá neste sábado, o titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Gastão Calandrini afirmou que a população amapaense pode esperar um natal e um revellion tranquilos. Segundo ele, a ‘Operação Papai Noel’ já está sendo elaborada e vai mobilizar um grande contingente das polícias civil e militar durante todo o mês de dezembro, com o objetivo de garantir segurança das pessoas que vão às compras no comércio ou aos eventos característicos da época.

O secretário adiantou que o esquema policial será nos moldes do que foi utilizado na 51ª Expofeira Agropecuária, no final do mês de outubro e início de novembro, mas com um referencial: o policiamento já vai contar com o retorno do Grupamento Tático Aéreo (GTA).

“A operação Papai Noel vai atuar para proteger o fluxo de pessoas que circulará  principalmente nos centros comerciais, onde, naturalmente,  há uma tendência de aumentar o índice de criminalidade por conta do maior volume de dinheiro que circulará no local. Termos uma operação conjunta, uma força tarefa, inclusive já contando com o Grupamento Tático Aéreo (GTA) nas operações de segurança da Polícia Militar e Polícia  Civil, durante todo o mês de dezembro”, ressaltou.

A despeito de todas as dificuldades enfrentadas hoje, Gastão Calandrini traça um cenário favorável para 2016, confiante nos investimentos que virão do próprio Estado, da bancada federal e de órgãos como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).

“A violência é um fenômeno social, mas os órgãos policias estão se desdobrando para enfrentar a criminalidade. Vários são os fatores que implicam no aumento da criminalidade, como o desemprego, reincidência criminal pela política nacional de não encarceramento, problemas sociais, falta de investimento no aparelhamento policial, enfim uma série de fatores que a população não quer nem saber. Por isso, nós estamos nos reforçando; há previsão de  concurso  para as polícias Militar e Civil no próximo ano, além do aporte de R$ 100 milhões para investimentos resultante de emendas orçamentárias propostas pela bancada federal do Estado, destinadas ao re-aparelhamento da Segurança Pública. Também temos muitas obras previstas com recursos do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com certeza 2016 será bem melhor que 2014 e 2105. Com o apoio dos nossos parlamentares e o esforço do governador Waldez Góes, com certeza teremos um ano promissor”, assegura Calandrini. 

Aumento da Criminalidade

Ao fazer uma análise do quadro de violência no estado, principalmente em Macapá, o Secretário ponderou que a população do Amapá cresce 3% ao ano, enquanto a população nacional cresce 1,5%, mas apesar dos investimentos que estão sendo feitos na atual gestão, o contingente policial ainda não acompanha esse crescimento, por causa da pouca atenção que foi dada à área de segurança pública nos anos anteriores.

“Esse crescimento é muito rápido, acabando por ocorrer uma redução por conta do pessoal que vai para reserva e que se aposenta, ou vai para outros segmentos profissionais. O 9º Anuário de Segurança Pública, publicado em outubro desde ano, detectou que em 2013 e 2014, o Amapá foi uma das unidades federadas que menos investiu em segurança pública. Só ganhou do Estado do Piauí que investiu em torno de 60 milhões ao ano. Isso é um reflexo da falta de investimento, pela qual pagamos um preço muito alto. A crise econômica nacional também incrementa a criminalidade, porque o aumento do desemprego está relacionado diretamente ao aumento da criminalidade. Outro fator que julgo importante e determinante é a política adotada pelo Brasil do não encarceramento que, no meu ponto de vista, incentiva a prática criminal”, analisou.

Calandrini destacou o alto índice de reincidência no estado: “No Amapá há um índice de 76% de reincidência, ou seja, de cada 10 que cometem crime e são presos, mais de sete já tiveram uma relação com a polícia. Ou ele está no regime semi-aberto, prisão domiciliar, ou ele já esteve na prisão quando era menor. Isso dá uma sensação aos órgãos de segurança, de estar numa operação de ‘enxugar gelo’. As dificuldades são realmente muito grandes, mas procuramos enfrentar essa criminalidade com estratégias fortes e eficientes, mesmo com poucos recursos”, assegurou. (Ramon Palhares)

 
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