Cleber Barbosa

O cara

O ex-presidente do país José Sarney, que para os amapaenses também será seu eterno senador, recepciona a imprensa nesta sexta-feira, para seu tradicionalíssimo jantar de confraternização
com a imprensa.
Ele faz isso a 24 anos, ininterruptamente.
E é também jornalista.

Obra

Moradores dos bairros Infraero 2, Buritis e Ilha Mirim, há muito esquecidos pelo poder público, estão aplaudindo a iniciativa do GEA em urbanizar a principal via daquela região. Além de pavimento e maio-fio, foi prometido drenagem superficial. 

Dúvida

Além da terraplenagem, moradores dizem ter visto a colocação de manilhas para a drenagem. Mas agora que já estão pondo asfalto a pergunta por lá é: por onde a água vai passar. Pois não fizeram as ‘bocas’.

Escuro

Ainda na zona norte, ficou boa (até agora) a duplicação da BR 210, em seus nove primeiros quilômetros. O único senão é o fato de terem tirado os postes de iluminação pública e não pensaram em por novos.

Será?

Surge um nome jamais testado nas urnas para a disputa pela Prefeitura de Macapá. Líderes teriam sondado João Alvarenga, do Sebrae, sobre uma eventual candidatura. Setor do empreendedorismo gosta dele.

Novo

Também poderá haver novidade na disputa pela Prefeitura de Santana, no próximo ano. Nome também do meio empresarial estaria sendo preparado para encarar as urnas. Como não a achei ontem, vou segurar.

Recursos

Um sujeito dizia ontem ter resistido muito aos smartphones. “Queria um celular para falar”, ele dizia. Mas depois que foi forçado a comprar um, não vive mais sem essa tecnologia. “Não entro mais em fila de embarque para fazer check-in, reservo hotel e faço a locação do carro, tudo pelo celular”, diz. 

Meios

O personagem da nota anterior é o empresário Caetano Pinto, que diz ter ficado meio “sem pai nem mãe” com o apagão do Whatsapp. De fato, além de um aplicativo da classe média, o povão usa também para fazer ligações de graça, pela internet dos aparelhos. A tecnologia é mesmo para ajudar a gente a tocar a vida!

Ops!

Tem gosto pra tudo, né? Na mídia também, como revistas e sites de fofocas, que vasculham a vida de celebridades e subcelebridades. Mas tem coisas que chegam a ser hilárias, pela futilidade. A manchete mais clicada neste ‘gênero’ foi aquela: “Caetano Veloso estaciona o carro no Leblon”.

Joãozinho Gomes: um poeta da Amazônia

Música, canto, poesia e literatura, se juntam num grande encontro de artistas de variados seguimentos, para homenagear um dos maiores letristas da Amazônia e do Brasil, Joãozinho Gomes, hoje, 9, a partir das 20h, no Sarau do Largo dos Inocentes, da Confraria Tucuju.

Poeta, compositor, escritor e cantor Joãozinho Gomes é filho da Amazônia paraense, nascido na capital Belém em 20 de outubro de 1957. Bem cedo, aos 12 anos de idade já escreveu algo que “imaginei ser um poema”. Diz. E logo descobriu sua vocação para a poesia. Seu caminho foi guiado para a Música popular Brasileira, e hoje é autor de mais de quinhentas músicas compostas ao lado de parceiros, muitos deles já consagrados no cenário musical brasileiro, como: Chico Cézar, Lecy Brandão, Nilson Chaves, Jean Garfunkel, Jane Dubc, Enrico Di Miceli, Val Milhomem, Amadeu Cavalcante, Jane Duboc, Eudes Fraga, Walter Freitas e tantos outros artistas da nossa região amazônica. Assim como parceiros de letra, muitos intérpretes consagrados, também cantaram suas obras.

Joãozinho Gomes assinou muitos CD’s com parceiros, filhos dessa imensa Amazônia musical, diferente de outras partes do país, com um tempero vindo da floresta, capaz de encantar a quem por aqui pisa e prova desse sabor da terra santa da arte.

De tantas canções espalhadas no leito musical do cancineiro brasileiro, o poeta Joãozinho Gomes assina, pelo menos duas, como suas expressões mais próximas do coração, Jeito Tucuju, em parceria com o amigo Val Milhomem, que declara amor e sentimento eterno com o rio Amazonas, “Quem avistar o Amazonas nesse momento e souber transbordar de tanto amor, esse terá entendido o jeito de ser do povo daqui”, e Pérola Azulada, com Zé Miguel, com expressiva declaração de amor a terra, como nação e como morada, “eu amor você, terra minha amada, minha oca meu iglu, minha casa, à bênção minha mãe…”.

Nessa gigante homenagem ao poeta Joãozinho Gomes, a Confraria Tucuju convidou artistas tucujus do artesanato, folclore, artes plásticas e os cantores Amadeu Cavalcante, Brenda Melo, Val Milhomem, Ana Martel, Helder Brandão, e Oneide Bastos, que irão saudar o homenageado com canções de sua autoria com parceiros nossos. Além das fortes homenagens, será apresentado o show “Timbres e Temperos”, registrado recentemente em um CD, ainda não lançado, com Patricia Bastos, Enrico Di MIcele e o próprio Joãozinho Gomes.