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Covid: Médico epidemiologista diz que protocolos cansam, mas são a única prevenção

Especialista Anderson Walter vai ao rádio e ratifica a necessidade de se manter as regras de higienização das mãos e de tudo que entra em casa.


Fotos: Joelson Palheta/DA

Cleber Barbosa

Da Redação

 

O médico epidemiologista Anderson Walter, que atua também no município de Macapá e no comitê de enfrentamento à pandemia do Covid-19, falou à Diário FM (90,9) sobre a necessidade de serem mantidas as medidas e os protocolos sanitários como a higienização das mãos e a desinfecção de tudo que as pessoas levam da rua para dentro de casa.

Em entrevista ao programa Café com Notícia, ele disse apesar do cansaço dessa rotina, são a única medida de se prevenir o contágio do novo Coronavírus. “Antes de ser médico eu também sou pai de família, sou um cidadão, enfim, eu sei que cansa a gente tomar todos esses cuidados, adotar uma vigilância constante, todo aquele ritual de separar toda a roupa quando se chega, enfim, a gente sabe que as pessoas estão cansadas, mas não se pode relaxar”, ponderou.


O especialista também faz uma avaliação sobre o que poderia explicar o aumento registrado nos últimos dias na cidade dos casos confirmados de Covid-19.

Para ele, a população relaxou exatamente nessas medidas, chegando a sugerir uma reflexão sobre o que cada um fez no feriado prolongado da semana passada. “Pare e pense, será que segui todas as medidas ou também aglomerou, pois tiveram cinco ou seis eventos, assim como viagens para outras cidades, enfim, então com o relaxamento do isolamento e descuido com as prevenções resultou no aumento que estamos vendo hoje, certinho, o período de encubação, início da doença, período de transmissão, quer dizer foi o momento certo para aumentar os casos que provavelmente se deu no período do feriado”, avaliou.

Por fim, o médico especialista disse não ser contra a realização dos eventos e também não prega o recrudescimento da flexibilização do distanciamento, pois isso gera grandes transtornos para a economia, a vida das pessoas e a saúde mental. “Não sou a favor do Lockdown, contanto que as pessoas sejam responsáveis, pois a gente ainda vê alguns por exemplo deixando de aceitar o álcool gel na mão quando o lojista está ofertando na porta do seu comércio”, completou.


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