Política Nacional

Protesto ‘não muda absolutamente nada’, diz relator da reforma da Previdência

O deputado disse que vai elaborar o parecer sobre a proposta com a própria “consciência” e que vai ouvir os colegas deputados.

Compartilhe:

O relator do projeto da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), afirmou que manifestações contrárias ao projeto não mudam “absolutamente nada” em seu relatório.
Nesta quarta, houve manifestações contrárias à proposta em ao menos 23 capitais e no Distrito Federal.

“A gente sabe que quem fez essa manifestação, quem está patrocinando essa manifestação são setores que historicamente foram contra a reforma da Previdência. Portanto, do ponto de vista da cabeça do relator, isso não muda absolutamente nada”, afirmou.

O deputado disse que vai elaborar o parecer sobre a proposta com a própria “consciência” e que vai ouvir os colegas deputados.

“O que pode influenciar o meu ponto de vista são as emendas que foram apresentadas porque, aí sim, diz respeito ao pensamento dos parlamentares”, disse.

Maia defendeu o direito democrático de as pessoas se manifestarem e afirmou que é compreensível que projetos como esse gerem posições contrárias e favoráveis. Ele, porém, questionou os atos registrados até o momento.

“Eu não vi nenhuma manifestação que tivesse um relevante apoio popular”, declarou o deputado.

Meirelles
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse não acreditar que o andamento da Operação Lava Jato possa interferir no andamento da aprovação das reformas, entre elas da Previdência Social, no Legislativo.

Nesta terça-feira (14), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) 83 pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos citados nas delações de 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht e da petroquímica Braskem (empresa do grupo Odebrecht).

“A reforma deve ser votada no Congresso na medida em que os parlamentares estão empenhados em mostrar que há uma agenda de reformas que continua a ser cumprida e que os trabalhos legislativos prosseguem normalmente. Não temos visto nenhum sinal de interrupção dos trabalhos legislativos em função de quaisquer problemas individuais, independentemente do número de pessoas”, declarou.

O ministro observou que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), segue prevendo para abril a votação da reforma da Previdência no plenário da Casa.

 
Compartilhe:

Tópicos: