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Polícia prende dois suspeitos de assassinar tabelião no Bailique

Outros dois suspeitos estão com as prisões decretadas e são considerados foragidos. Um desses seria o mentor do roubo à casa do tabelião que resultou na morte da vítima

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Fernando (esq), está foragido. Francinaldo (centro) e Mauro (dir) já estão presos

Elden Carlos

Jair Zemberg

Da Redação

O catraieiro Mauro Souza Santana, de 20 anos, o ‘Borracha’, e outro homem identificado como Francinaldo Negrão Cordeiro, de 22 anos, o ‘Franci’, foram presos pela Polícia Militar (PM) no distrito do Bailique, distante 144 quilômetros em linha reta de Macapá, suspeitos de envolvimento no assassinato do tabelião Manoel Queiroz Barbosa, de 50 anos, o ‘Manoelzinho’, que foi encontrado morto no dia 26 de junho no interior da casa onde ele morava, na Vila Progresso.

Mauro foi preso durante o último final de semana, mas sua transferência para Macapá ocorreu somente nessa quarta-feira (12). Ele foi apresentado inicialmente na sede da Delegacia de Polícia do Interior (DPI), onde confessou ser o piloto da catraia que deu fuga ao grupo.

Francinaldo Negrão teria sido preso na quarta-feira e aguardava transferência para Macapá ainda nesta quinta-feira. Segundo o delegado João Neto, que preside as investigações, os outros dois suspeitos de envolvimento no crime [que também já tiveram as prisões preventivas decretadas] são Aclauciano Cordeiro Santana, de 21 anos, o ‘Tarci’, e Fernando Ribeiro das Neves, de 19 anos, o ‘Toco’, que seria o mentor e executor direto da vítima.

“O Mauro Souza [catraieiro] já prestou depoimento, confessou participação e está recluso no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá. Estamos aguardando a chegada do Francionaldo que também será levado ao presídio. A linha realmente de investigação foi direcionada para o crime de latrocínio [roubo seguido de morte]. Chegamos inicialmente até a observar outras linhas, mas essa realmente se consolidou”, disse o delegado ao Diário.

O caso

O delegado João Neto, da Delegacia de Polícia do Interior (DPI), revelou que há cerca de três semanas Fernando Ribeiro se apresentou à polícia e negou participação. “Tínhamos a informação de que o Fernando [Toco] havia sido visto com uma calça suja de sangue após o crime. No dia do depoimento ele estava bastante nervoso e contradisse em alguns momentos. Foi então que pedi para que ele trouxesse as roupas que ele usava naquele dia. Ele deixou a delegacia dizendo que iria apresentar as vestes, mas desapareceu desde então”, declarou o delegado.

Porém, durante o interrogatório Fernando Toco citou o nome do catraieiro Mauro Souza. “Quando o Fernando desapareceu, ficou claro para nós de que ele realmente estava envolvido. Localizamos o Mauro já na região costeira da ilha e dissemos que o Fernando o havia delatado como executor do tabelião. Foi quando o catraieiro descreveu os detalhes do crime, confirmando que esse Fernando fora o mentor e executor direto da vítima”, assegura.

O delegado disse que Manoelzinho teria sido morto por conhecer os assaltantes, e que foi levado da casa a importância de R$ 1 mil e o cordão do tabelião. “Havia sinais de que houve luta corporal no imóvel. O Manoel foi morto com golpes de faca e terçado. As marcas pelo corpo revelam isso. Para a polícia tudo está muito claro agora. Vamos diligenciar atrás dos outros dois foragidos para poder concluir o inquérito e encaminhar a peça ao Ministério Público para que possa, diante de todos os elementos contundentes, ofertar denúncia à Justiça do Amapá.

 
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