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Cardiologista aconselha atividades físicas e pouca gordura para combater colesterol

No dia nacional de combate ao colesterol, responsável por doenças cardíacas e AVC, o especialista Antônio Furlan destaca como esse mal afeta o organismo e provoca mortes

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No dia nacional de combate ao colesterol, comemorado nesta terça-feira (08) o médico cardiologista e deputado estadual Antônio Furlan alertou no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90.9) sobre a necessidade de realização de atividades físicas e de uma dieta balanceada para se evitar o excesso de colesterol, que é responsável por doenças cardíacas e AVC. Eles também explicou como esse mal afeta o organismo e provoca mortes, cuja incidência em todo o mundo tem preocupado os especialistas.

“O colesterol é fator de risco muito grave para doenças arterioscleróticas, causadas pelo acúmulo de gordura que pode levar tanto ao infarto agudo quanto ao AVC isquêmico (Acidente Vascular Cerebral, o popular ‘derrame cerebral); inclusive recentemente um estudo publicado numa revista científica tentou tirar o colesterol como fator de risco, mas foi combatido imediatamente pela Sociedade Paulista de Cardiologia, que reiterou se tratar sim de fator de risco importante; o controle do colesterol é vital para se prevenir doenças e garantir uma vida saudável, e para evitar o colesterol alto é necessário uma dieta balanceada sem excessos de gorduras e através de atividades físicas”, prescreveu.

Vários ouvintes interagiram com a produção do programa e alguns perguntaram sobre a variação do colesterol, isto é, se realmente há o colesterol bom e o ruim. O especialista respondeu que ao se fazer exame de sangue os médicos pedem a dosagem total do colesterol total e as suas frações para que sejam medidos os níveis exatos no organismo. Ele explicou que, como o colesterol não pode ser dissolvido pelo sangue, ele precisa se ligar a transportadores específicos (chamados de lipoproteínas), que são as maiores transportadoras de colesterol pelo sangue.

– Os exames de sangue identificam os vários tipos de lipoproteínas existentes, surgindo como as mais importantes o LDL e o HDL. O LDL é também chamado de “colesterol ruim” ou “mau colesterol”, e é o responsável de levar o colesterol para as células e tecidos. Quando os níveis de LDL aumentam no sangue ocorre um acúmulo dessas substâncias nas paredes das artérias, podendo causar ao longo do tempo a formação de placas de gordura, ocasionando o estreitamento da artéria e impedindo o fluxo correto de sangue, tendo como consequência um ataque cardíaco ou um AVC por falta de oxigênio no cérebro – pontuou.

De acordo com Antônio Furlan, o HDL é o chamado “colesterol bom”, pois é quem leva o colesterol no sentido inverso, isto é, dos órgãos e tecidos para o fígado, que é o órgão que tira o colesterol do organismo. Por isso os níveis de HDL no sangue devem estar sempre elevados, o que diminui o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas.
 

Saiba mais

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada nos alimentos de origem animal e em todas as nossas células. Também é necessário para a fabricação da bile (fluído produzido pelo fígado que atua na digestão da gordura), dos hormônios e da vitamina D. Mas, evidências científicas mostram que o excesso de colesterol no organismo provoca a formação de placas de gordura nas artérias e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

Dados do Ministério da Saúde revelam que cerca de 30% da população brasileira sofre desse mal, e muitos adolescentes já apresentam índices alarmantes da substância. O controle do colesterol reduz em 33% o risco de infarto, além de 25% menos chance de morte e 20% menos chance de derrame.
Especialistas afirmam que para garantir uma vida saudável, é importante que outras atitudes estejam associadas, como controlar a pressão arterial, parar de fumar para diminuir as probabilidades de infarto, perder peso e praticar exercícios físicos. A hipercolesterolemia (taxa elevada de colesterol no sangue) pode ter várias causas, entre elas dietas com excessiva ingestão de alimentos ricos em colesterol e baixa ingestão de alimentos ricos em fibras, excesso de peso, falta de atividade física, ou ainda fator genético.
 
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