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Dono do cinturão do peso pena do Jungle Fight, Cabocão comemora vitória em Macapá

Amapaense manteve cartel de oito lutas invictas após vitória épica no reduto do adversário no Ginásio Mineirinho em Belo Horizonte (MG) e já se prepara para entrar na elite mundial do MMA

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Mais de duas mil pessoas lotaram o Ginásio Mineirinho em Belo Horizonte (MG) no último sábado (07) e testemunharam a vitória do amapaense Academia da Team Nogueira Felipe Cabocão, que teve atuação de gala contra o aplaudidíssimo Caio Gregório, que lutava diante da sua torcida. Mesmo com todas as pressões contra, inclusive do árbitro principal, que injustamente lhe tirou dois pontos, Cabocão impôs seu jogo e dominou os três rounds, conquistando o cinturão dos pesos penas Jungle Fight por decisão unânime.
Entrevistado com exclusividade pelo programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9) nesta terça-feira (10), Felipe Cabocão resumiu o triunfo em três palavras: foco, fé e força. “Fui para Minas Gerais com três palavras na cabeça: foco, fé e força. Quando subi ao ringue foi um silêncio incrível no ginásio, ao contrário do que aconteceu com o Caio Gregório, que por estar na casa dele, levou o público ao delírio quando entregou, afirmou o lutador de 23 anos, que segue invicto com oito vitórias em oito lutas no MMA.
“Lutei nesse fim de semana e travei uma verdadeira guerra contra o adversário da casa, mas conseguimos impor o jogo e fazer tudo o que foi treinado junto com minha equipe e conseguimos conquistar o cinturão; essa conquista não está só inflamando o meu ego, porque tem por conseqüência trazer esperança aos jovens amapaenses, por ser a porta de entrada para a copa do mundo do MMA, que é o UFC. Foi muito difícil, exigiu muito trabalho conquistar a posição de melhor atleta da América Latina na categoria americana, exigindo a partir de agora um esforço muito maior para defender esse cinturão e alçar vôos mais altos”.
O atleta falou sobre o orgulho de ser amapaense: “Passei a usar a hashtag #VemForteQueEu SouDoNorte; e lá eu tive que ser muito forte, fui bem preparado com o carinho do meu povo do Amapá e  a força do nosso açaí com farinha, porque os ventos do Amapá movem moinho. Eu fico muito chateado quando se referem a mim dizendo que sou do Rio de Janeiro por causa da minha academia, a Team Nogueira, que é do Rio, isso me dá muita raiva, porque eu sou do mapa, e não quero que isso aconteça de nove; nasci em Macapá e levo a minha bandeiraaté mesmo às praias do Rio de Janeiro, onde a bandeira do Amapá fica estendida, porque querendo ou não nunca podemos esquecer nossas origens”.
Cabocão resumiu a sua trajetória: “Estou treinando muito, porque o cinturão me trouxe ainda mais responsabilidade; agora colocando cabeça no travesseiro porque sei que todos os atletas da América Latina querem tirar esse cinturão, tanto que mesmo que eu durma às 3 horas da manhã e acordo às 7 já fico com a sensação de que estou acordando tarde, porque incontáveis outras atletas já estão treinando desde cedo. Mas é importante deixar bem claro que esse cinturão não é só do Cabocão, é de todo o estado do Amapá, porque é muito gratificante constatar que no meu bairro das Pedrinhas o sonho das crianças é ter um cinturão como o meu, querem tocar no cinturão, mostrando que eu, me tornei o que eu sempre quis e estou servindo de inspiração para a juventude. O começo foi muito difícil, há três anos eu fui para o Rio de Janeiro e enfrentei muitas dificuldades, às vezes vendia o almoço para comprar a janta, em muitas ocasião eu abria a geladeira e só via três ovo e água; também passei fome lá, mas agora graças a Deus minha carreira é vitoriosa, já acumulando 8 vitórias em 8 lutas e estou pavimentando o meu caminho para o UFC”.
 
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