Política

Retomada de perfuração na Foz do Amazonas depende de aval da ANP

Ao todo, houve vazamento de 18.440 litros de fluido de perfuração; descarga ocorreu a 2.700 metros de profundidade


 

Após o incidente com a sonda que resultou no vazamento de fluido de perfuração no domingo (4), a retomada das atividades da Petrobras no poço exploratório no bloco FZA–M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, só ocorrerá após aval da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A informação é da Agência Eixos.

 

Ao todo, foi registrada a descarga de 18.440 litros de fluido sintético de perfuração, proveniente da linha de booster durante as atividades de perfuração do poço Morpho, conduzidas pela sonda ODN II (NS-42).

 

Diante do indício de vazamento, um robô subaquático foi acionado para inspeção da coluna de riser e constatou a descarga do fluido de perfuração para o mar, a aproximadamente 2.700 metros de profundidade.

 

Após identificar a falha, as operações foram interrompidas imediatamente, e a Petrobras notificou a agência reguladora no mesmo dia do incidente, dentro do prazo estabelecido de quatro horas.

 

A despeito da companhia informar que o fluido vazado está dentro dos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, o incidente foi classificado pela ANP como risco de dano à saúde humana e dano ao meio ambiente.

 

A causa do incidente ainda está sob investigação.

 

Equipes da Petrobras e da Superintendência de Segurança Operacional (SSO) da ANP se reuniram por videoconferência na terça-feira (6) para discutir o episódio.

 


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