Reflexões sobre a relação bélica entre EUA x Irã
O petróleo, mesmo em um mundo que começa a transitar para energias renováveis, ainda lidera a matriz energética global e responde por grande parte do transporte, indústria e economia mundial.

Dr. Antônio Batista
Diretor da Agência Amapá
O quadro (colar) apresenta os países com as maiores reservas de petróleo no mundo. Os EUA, é o nono em reservas (o Brasil tem apenas 15 bilhões). Se olharmos pelo lado do consumo, os EUA são de longe o primeiro colocado com cerca de 23 milhões barris/dia. Ou seja, no ritmo que o país consome, se considerarmos apenas as suas reservas, muito, em breve, o país ficará ainda mais dependente de petróleo de outros países, gerando pra eles instabilidade econômica, pois sem poder controlar o preço, a importação poderá gerar inflação e comprometer a longo prazo o dólar como moeda dominante. Portanto, em um cenário atual, tudo ocorrendo em 2026, onde os EUA já controlam o petróleo da Venezuela, analisem e tirem suas devidas conclusões, caso o país também venha assumir o controle do petróleo do Irã. Se considerarmos que a Arábia Saudita é um aliado americano de primeira ordem, então, simplesmente os americanos passarão a dominar mais 800 bilhões em reservas, o que projeta um estabilidade para mais de 100 anos para os EUA, além de prolongar esta fonte fóssil por muito tempo na matriz energética mundial. Historicamente, o controle de grandes reservas energéticas tem sido uma peça-chave na configuração da influência de um país.
O petróleo, mesmo em um mundo que começa a transitar para energias renováveis, ainda lidera a matriz energética global e responde por grande parte do transporte, indústria e economia mundial. Países que conseguem acessar, extrair e comercializar grandes quantidades de petróleo podem influenciar preços, cadeias de suprimento e padrões de consumo por décadas. Ao incorporar reservas energeticamente significativas, os EUA irão ampliar sua influência sobre o preço global do petróleo e reforçar a posição do dólar americano no comércio internacional de energia.
Tudo indica que neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, estamos assistindo uma estabilização na história da geopolítica energética, onde EUA e o petróleo continuarão hegemônicos. Estes fatos só ratificam a importância do Brasil em investir em novas fronteiras exploratórias e a Margem Equatorial tem um papel crítico neste processo, pois é nesta região que se projeta que o país encontre dezenas de bilhões de barris. Pois, quanto mais petróleo o Brasil possuir, menor sua vulnerabilidade energética, e, por conseguinte, econômica e social.
Que a perfuração na bacia da Foz do Amazonas, hoje, sendo executada pela Petrobras, traga logo os resultados que todos esperamos. Vamos ver o que acontecerá nos próximos dias.
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