OAB-AP realizará II Congresso de Petróleo e Gás
Evento ocorrerá no auditório do prédio da Ordem dos Advogados, dias 9 e 10 de abril, e terá palestras de representantes da Petrobras e da Comissão Nacional da Indústria

Douglas Lima
Editor
A Ordem dos Advogados do Amapá (OAB-AP) promoverá nos dias 9 e 10 de abril o II Congresso de Petróleo e Gás. O evento ocorrerá no auditório da OAB-AP, em Macapá, das 17h às 21h, e reunirá representantes da Petrobras e da Comissão Nacional da Indústria (CNI). As falas são voltadas à população em geral e vão focar na qualificação da mão de obra amapaense.
Frank Gilberto, presidente da Comissão de Petróleo e Gás da OAB-AP, em entrevista ao programa Ponto de Encontro (Diário FM 90,9), reforçou que o evento não é somente para advogados, mas sim para todos aqueles que buscam saber mais sobre qualificação na área.
Frank afirmou que o Amapá pode se tornar a nova fonte de óleo do país, levando em consideração o estimado fim de outras reservas, como a do pré-sal. “Alguns estudos preveem até 30 bilhões de barris de petróleo aqui”, disse.
Concordando com Frank, Tony Furtado, presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB-AP, complementou que o Amapá é um ponto estratégico no ponto de vista energético do país, e que o Congresso vai trazer essa discussão para o mundo acadêmico, destacando a vantagem da capacitação para os futuros empregos, que podem chegar a partir de seis anos após a confirmação do petróleo no Amapá.
“Estamos falando de empregos duradouros com salários altos. Além disso, existem os royalties. Haverá a arrecadação tributária, assim o estado do Amapá vai ganhar dinheiro”, destacou Frank.
Elissandro Araújo, especialista em petróleo, afirmou que “é difícil dizer uma área do Amapá não impactada pelo petróleo”, prevendo grandes mudanças na economia do estado. “Oiapoque já vive as mudanças, aumentou o número de alunos em escolas e de eleitores. É uma mudança urbana importante”, exemplificou.
Elissandro falou ainda que é importante para os amapaenses que buscam trabalhar em plataformas de petróleo que já busquem qualificação, e que os custos de cursos devem ser vistos como investimento, já que a área, mesmo sendo de grande impacto, ainda carece de profissionais habilitados.
Reserva
Durante a entrevista, Tony Furtado adiantou que a OAB-AP trabalha, em Macapá, uma lei específica que reserva parte das vagas no setor petrolífero para a mão de obra amapaense, incentivando a empregabilidade no estado.
“É claro, para que essas vagas sejam preenchidas, é preciso que os amapaenses estejam qualificados”, alertou Tony.
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