Festival Equinócio consolida Amapá como destino cultural e turístico
Evento de três dias injetou mais de cinco milhões de reais na economia local

O fenômeno astronômico mais aguardado do ano no Amapá se transformou, mais uma vez, em um marco cultural, social e econômico. O Festival Equinócio – O espetáculo do Sol sobre as Águas da Amazônia – encerrou sua terceira edição nesse domingo, 22, consolidando um sucesso que vai muito além dos números. Com uma programação que uniu gerações e ritmos, o evento não apenas lotou o sambódromo de Macapá, mas também conquistou o mundo: mais de 4,5 milhões de visualizações no perfil oficial do festival no Instagram atestaram a força de uma iniciativa que se tornou a grande vitrine do Amapá para o planeta.
Com apoio do senador Randolfe Rodrigues – idealizador do projeto –, do deputado Jory Oeiras e do Governo do Amapá, a Abrasel realizou um festival que superou todas as expectativas. De acordo com a entidade, cerca de 150 mil pessoas circularam pelo evento, com consumação superior a R$ 2,2 milhões. Foram 30 expositores da economia criativa, 127 empreendedores populares e 30 bares e restaurantes participantes.
Aproximadamente 1,2 mil pessoas trabalharam para que a festa fosse uma realidade – prova de que o povo amapaense abraçou definitivamente a iniciativa. Nem a chuva tradicional do mês de março foi capaz de estragar a celebração, que marcou o momento em que o Sol incide perpendicularmente sobre a Linha do Equador com três dias de intensa atividade cultural.
Impacto econômico
Um dos maiores legados do Festival Equinócio 2026 foi o expressivo impacto na geração de renda e no fortalecimento da cadeia produtiva do Amapá. Cerca de R$ 5,6 milhões foram movimentados e distribuídos entre diferentes setores, conforme levantamento da organização: consumação da feira gastronômica, vendas da Feira de economia criativa, contratação de fornecedores, pagamento de artistas locais e contratação de mão de obra local.
O montante evidencia o papel do festival como um poderoso indutor do desenvolvimento econômico, valorizando talentos, empreendedores e trabalhadores do estado.
Música, gastronomia e diversão
A diversidade musical foi um dos pilares do evento. A programação noturna, que começou na sexta-feira, 20, com Marcelo Falcão e Joelma, passou por grandes nomes como Di Ferrero, Dilsinho e Vanessa da Mata, além de valorizar talentos locais como Hanna Paulino, Jeane Souza, Nara Lima e Banda Vasa Nova, criando uma verdadeira união entre ritmos nacionais e a efervescência cultural do estado.
A experiência, no entanto, foi além dos shows. A feira gastronômica, ampliada em relação ao ano passado, ficou pequena diante da demanda. O público lotou os estandes em busca dos pratos criados exclusivamente para o festival – um termômetro do sucesso do setor. As áreas kids, a pista de skate e o espaço dedicado ao público pet foram outros pontos de destaque, garantindo acessibilidade e lazer para todos.
Ações sociais e acolhimento
Reafirmando seu compromisso com a cidadania, o festival também se destacou pelas ações sociais. A Sala Lilás, espaço de acolhimento e proteção, atendeu inúmeras mulheres com serviços essenciais que incluíram apoio jurídico e psicossocial, garantindo um ambiente mais seguro para todas as participantes.
Para o senador Randolfe Rodrigues, o resultado da edição de 2026 é a prova de um acerto coletivo e de uma visão de futuro para o estado.
“O Festival Equinócio deixou de ser um evento e se tornou um movimento. Ver o povo do Amapá abraçar essa ideia com tanta força, e ver o mundo inteiro acompanhando, nos mostra que estamos no caminho certo. Este festival é a grande porta que leva o Amapá para o mundo, mostrando nossa ciência, nossa cultura e nossa força econômica. O sucesso de público, a movimentação nos hotéis e a alegria nas áreas kids, na feira gastronômica e na economia criativa são a prova de que investir na nossa terra é o melhor caminho. Estamos muito felizes e já trabalhando para que 2027 seja ainda maior”, celebrou o senador.
Impacto positivo e consolidação
Com o fim da edição de 2026, fica a certeza de que o Festival Equinócio se consolidou não apenas como um dos destinos turísticos mais singulares do Brasil, mas como um patrimônio cultural do Amapá, unindo ciência, sustentabilidade, entretenimento e inclusão social sob o espetáculo único do Sol sobre as Águas da Amazônia.
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