Cidades

Riscos de doenças cardíacas aumentam após menopausa, alerta especialista

Mauro Secco atenta que autocuidado deve ser reforçado em mulheres após os 40 anos devido à diminuição da produção de estrogênio


 

Douglas Lima
Editor

 

A menopausa é o fim do período reprodutivo das mulheres e ocorre geralmente após os 40 anos. Desse momento adiante as chances de doenças cardíacas aumentam devido à diminuição da produção de estrogênio no corpo feminino.

 

O ginecologista e presidente da Associação Médica do Amapá, Mauro Secco, alertou no programa ‘Ponto de Encontro’ (Diário FM 90,9) desta segunda-feira, 23, que os autocuidados e os exames preventivos, como a mamografia, devem ser feitos anualmente depois dos 40 anos, e que todos os tipos de tratamentos devem ser acompanhados por especialistas.

 

 

“A partir da menopausa, a mulher passa a ter o mesmo índice de mortalidade, e possibilidade de infarto do que os homens. É importante começar um tratamento hormonal nessa janela de até dez anos depois que parou de menstruar, há um ganho ósseo, da saúde cardiovascular e até no enfrentamento da demência”, informou o médico.

 

Mauro afirma que os tratamentos não se resumem em “apenas tomar algo”, e alerta que tudo deve ser bem orientado e que medicamentos que trazem uma quantidade grande de hormônio podem trazer efeitos colaterais.

 

O especialista pontua ainda que a diminuição do estrogênio traz sintomas como cansaço, calor excessivo, perda de memória, irritabilidade e falta de libido.

 

 

“Existe ainda o medo de envelhecer, é um momento de transição na vida da mulher, também ocorrem os desgastes nas relações familiares nesse período”, disse o doutor.

 

Como forma de enfrentamento da situação, Mauro Secco aconselha que as mulheres façam exercícios físicos como caminhada e musculação, além de buscar uma alimentação mais saudável, evitando o excesso de calorias.

 

“A saúde não é só não estar doente, é o bem-estar físico, mental, social e espiritual. Tente se exercitar sem fones de ouvido, interagindo com as pessoas e ouvindo a natureza”, concluiu.

 


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