Desfile de moda afro transforma o TJAP em palco de representatividade e celebração feminina
Instituto Zwanga reuniu magistradas, servidoras, colaboradoras e convidadas e convidados, em um encontro onde a emoção, beleza e propósito estiveram juntos

Na tarde de sexta-feira (27), o Plenário do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP) foi muito além de um espaço institucional: virou passarela, palco e território de afeto, identidade e representatividade. O desfile de moda afro “O Lugar Delas”, realizado em parceria com o Instituto Zwanga Impacto Social, reuniu magistradas, servidoras, colaboradoras e convidadas e convidados, em um encontro onde a emoção, beleza e propósito estiveram juntos.
Logo na abertura, o clima já indicava que não seria apenas um desfile. Era celebração. Era pertencimento. Era o reconhecimento, em cada detalhe, da força e da ancestralidade das mulheres negras.
A juíza Elayne Cantuária, que preside a Comissão de Heteroidentificação do TJAP, destacou a importância do momento como um marco de valorização e representatividade dentro do Judiciário.
“Este momento representa muito mais do que um desfile. É um ato de reconhecimento, de valorização e de afirmação da identidade das mulheres negras dentro do sistema de Justiça. O Tribunal de Justiça do Amapá se fortalece quando abre espaço para a diversidade, para a cultura e para a representatividade. Hoje, celebramos histórias, trajetórias e a potência feminina que transforma.”
O representante da Coordenadoria de Igualdade Racial do TJAP, servidor Cainã Balieiro, falou sobre a iniciativa que valoriza a diversidade dentro e fora do Judiciário.
“Essa iniciativa reforça que a pauta da igualdade racial precisa estar presente em todos os espaços, inclusive no Judiciário. Valorizar a estética, a cultura e a identidade afro é também promover respeito, pertencimento e equidade. É sobre reconhecer que a diversidade é essencial para uma sociedade mais justa.”
O secretário-geral Veridiano Colares ressaltou o papel do TJAP na promoção de uma Justiça mais inclusiva.
“O Tribunal de Justiça do Amapá tem o compromisso de ser uma instituição cada vez mais inclusiva, sensível e conectada com a sociedade. Ações como essa mostram que a Justiça também se constrói com humanidade, com escuta e com valorização das pessoas em sua pluralidade.”
A designer Rejane Soares, responsável pelo desfile, emocionou ao falar sobre a moda como instrumento de transformação social e afirmação cultural.
“A moda que apresentamos aqui carrega história, ancestralidade e resistência. Cada peça é uma forma de expressão, de afirmação cultural e de orgulho. Ver essas mulheres ocuparem esse espaço com tanta força e beleza é a prova de que a moda também transforma, empodera e dá voz.”
Após os pronunciamentos, foi na passarela que tudo ganhou ainda mais força. Uma a uma, mulheres do TJAP e do Instituto Zwanga ocuparam o espaço com elegância, personalidade e história. Não era apenas sobre roupas, era sobre narrativas, sobre raízes, sobre orgulho.
Entre aplausos e olhares atentos, cada entrada reafirmava que representatividade não é conceito abstrato: é presença real, viva e potente.
Para a servidora Eliana Santana, a experiência foi marcada por emoção e significado. “Estar aqui hoje é muito mais do que desfilar. É representar a nossa história, a nossa identidade e a nossa força. Cada passo na passarela carrega orgulho, pertencimento e a certeza de que podemos ocupar todos os espaços sendo quem somos.”
Na passarela do TJAP, Ana Júlia Pontes, Ariadne Ramos, Carla Regiane, Célia Coutinho, Creiciane Neves, Edna Melo, Eliana Santana, Elisângela Pereira, Euciane Souza, Faby Neves, Gardênia Vinagre, Jackeline Santos, Janice Divino, Kesia Nascimento, Maria Eudóxia Ramos, Marizele Lobato, Neuziane Videira, Noemia Morais, Patrícia Andrade, Patrícia Romano e Quézia Soares, mulheres que, com presença e autenticidade, transformaram o Plenário do Tribunal em um espaço de expressão, pertencimento e potência.
Ao término do desfile, aquele sentimento bom de quem viveu algo especial. Mais do que um evento, esta ação deixou uma mensagem que ecoou no plenário: moda também é voz. É identidade. E, sobretudo, é transformação.
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