Brasil registra oitocentos casos de câncer de mama em homens por ano
Com registros confirmados no Amapá, mastologista Marcelo Moura Fé destaca que diagnóstico precoce garante até 90% de chance de cura

Douglas Lima
Editor
Embora correspondam a apenas 1% dos registros totais de câncer de mama, os diagnósticos em homens podem chegar a oitocentos por ano no Brasil. Segundo o mastologista Marcelo Moura Fé, esse número pode ser ainda maior, uma vez que o público masculino não costuma incluir exames preventivos em sua rotina de check-up.
Em entrevista ao programa ‘Ponto de Encontro’ (Diário FM 90,9) nesta segunda-feira, 4, o médico destacou que já houve registros da doença no Amapá e ressaltou que, assim como ocorre com as mulheres, as chances de recuperação são altas quando o diagnóstico é feito precocemente.
“O câncer de mama acontece nos dois sexos, da mesma forma. Contudo, no homem geralmente o diagnóstico é mais tardio, pois eles não têm o costume de se autoexaminar e a mamografia não é comum para eles”, atentou o especialista.
Marcelo explicou que os principais sintomas são lesões palpáveis e indolores, além de nódulos na axila, este último geralmente indica uma disseminação maior da doença.
“Os nódulos vão pelos gânglios da axila, depois ocorrem as lesões nos fígados e nos ossos. Em alguns casos, não há muito o que fazer em termos cirúrgicos, e então recorremos à quimioterapia e à hormonioterapia, para que haja o bloqueio dos receptores do tumor. Isso é feito com medicação”, detalhou.
O médico alertou que muitos homens só descobrem a doença em estágio avançado, o que dificulta a precisão das estatísticas. Por isso, acredita-se que os números reais sejam subestimados. No Amapá foram registrados dois casos em 2025.
“A gordura é um fator de risco, ela atrapalha o diagnóstico, mascarando nódulos pequenos. A obesidade é a segunda maior causa de câncer, só perde para o tabagismo, ela causa maior oxidação das células, gerando a mutação genética, que é a origem do câncer”, esclareceu o doutor.
Por fim, o mastologista afirmou que a medicina possui amplo conhecimento sobre a patologia e que o Amapá dispõe de estrutura para tratamentos e cirurgias. Ele reforçou que em 90% dos casos diagnosticados em tempo hábil o resultado é positivo.
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