“Hoje a doença já ataca 13 dos 16 municípios do Amapá”, revela Chefe-geral da Embrapa
Pesquisadora Cristiane de Jesus falou de missão em Oiapoque e Porto Grande contra vassoura de bruxa presente no Brasil desde 2023

Douglas Lima
Editor
A chefe-geral da Embrapa Amapá, Cristiane de Jesus, na manhã desta sexta-feira, 8, fez rápida descrição da missão que a empresa pública federal executou recentemente em Oiapoque, referente à vassoura de bruxa, praga que já atinge 13 dos 16 municípios do estado e áreas do norte do Pará.
Cristiane informou que a missão no município fronteiriço contou com uma equipe da Embrapa Mandioca e Fruticultura da Bahia e com a presença do chefe-geral Francisco Laranjeira; chefe-adjunto de pesquisa e desenvolvimento, Eduardo de Andrade; pesquisador Saulo Oliveira; e do analista Jackson dos Santos.
A missão visitou as aldeias Tukay, Kariá e Galibi Kalinã, onde estão montados experimentos para avaliar a possível resistência de materiais à doença vassoura de bruxa que vem atacando plantios do Amapá e norte do Pará, principalmente de áreas indígenas.
A chefe-geral também informou que a expedição foi acompanhada por técnicos do Rurap, Funai, Ministério da Agricultura e Pecuária, Instituto Iepé e Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), órgão de pesquisa agropecuária da França.
Cristiane expôs que várias ações são feitas para enfrentar a vassoura de bruxa, entre elas a busca de variedades resistentes ao fungo. Experimentos avaliam 210 genótipos, que incluem material do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) da Embrapa Mandioca e Fruticultura, clones que já estão em processo de seleção, variedades da Embrapa já lançadas e cultivares crioulas.
A titular da Embrapa Amapá apontou a vassoura de bruxa como uma praga nova que entrou no Brasil em 2023, enveredando principalmente em terras indígenas de Oiapoque, também em Porto Grande. “Hoje a doença já ataca 13 dos 16 municípios do Amapá”, revelou.
A missão com ajuda da Embrapa Mandioca e Fruticultura da Bahia, a mais especializada no Brasil em combate a doenças na agricultura, ainda foi à Colônia Agrícola do Matapi, no município de Porto Grande, para onde também está prevista instalação de experimento com fungicidas.
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