Política

Candidatura de Sílvia Waiãpi é barrada pela Justiça Eleitoral e ex-deputada acusa Furlan de traição

Declarações feitas durante convenção do PL foram compartilhadas nas redes sociais e ganharam repercussão



Douglas Lima
Editor

 

A ex-deputada federal Sílvia Waiãpi teve sua candidatura à Câmara dos Deputados barrada pela Justiça Eleitoral e ela atribuiu a decisão ao ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, durante a convenção do Partido Liberal (PL) realizada na manhã desta segunda-feira (20). As declarações foram registradas em vídeo, compartilhadas nas redes sociais e ganharam repercussão.

 

Sílvia acusou Furlan de ter sido o responsável pela retirada de seu nome da nominata do partido e o chamou de “traidor”. “Você sabe que foi você quem me tirou dessa nominação. Foi você quem me tirou e você sabe disso”, afirmou. Na sequência, a ex-deputada questionou a nacionalidade do prefeito. “Olha, Brasil, ele não é brasileiro”, declarou.

 

Furlan nasceu na Costa Rica, mas é filho de brasileiros e possui nacionalidade brasileira. O nascimento ocorreu no país da América Central porque o pai estava a serviço no exterior na época.

 

A não homologação da candidatura de Sílvia Waiãpi, no entanto, ocorreu em razão de sua situação de inelegibilidade perante a Justiça Eleitoral. A ex-deputada foi condenada por uso irregular de recursos públicos de campanha para custear um procedimento estético facial nas Eleições de 2022. A decisão foi mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Em vídeo publicado nas redes sociais, o pastor Gesiel de Oliveira afirmou que apenas leu, durante a convenção, um parecer da direção nacional do PL que comunicava a impossibilidade de homologação da candidatura. Segundo ele, a decisão não partiu de uma iniciativa pessoal de Furlan.

 

“O que eu fiz ali, a pedido do presidente, foi apenas ler o parecer que veio da nacional, comunicando que, infelizmente, não dá para colocar em risco a manutenção da candidatura, porque vai colocar em risco todos os outros nove candidatos”, afirmou.

 

Gesiel também negou que a decisão tenha relação com misoginia, racismo ou qualquer tentativa de excluir Sílvia da disputa eleitoral. Segundo ele, a medida está relacionada à condenação eleitoral da ex-deputada e aos riscos jurídicos para os demais candidatos do partido.

A convenção definiu nove pré-candidatos do PL à Câmara Federal. Para a chapa majoritária, Luciana Gurgel foi escolhida como vice de Furlan.

 

 


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