Governo planeja fluxo integrado para desospitalização responsável e continuidade do cuidado em casa
Processo em articulação técnica busca organizar a transição segura da assistência hospitalar para o acompanhamento domiciliar e na Atenção Primária

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) iniciou o planejamento interinstitucional para implantar um fluxo integrado de desospitalização responsável no Amapá. A iniciativa abrange, inicialmente, pacientes internados no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal) e é construída em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
A ação envolve ainda a Gerência de Atenção Primária, equipes hospitalares, a Estratégia Saúde da Família e o Programa Melhor em Casa, composto pelos Serviços de Atenção Domiciliar (SAD), com suas equipes multiprofissionais de Atenção Domiciliar (Emad) e de Apoio (Emap).
A medida busca assegurar altas planejadas e humanizadas, mantendo o acompanhamento no domicílio para otimizar a utilização dos leitos, prevenir infecções associadas a internações prolongadas e evitar reinternações. Neste primeiro momento, são realizadas reuniões técnicas para definir critérios de elegibilidade, procedimentos de encaminhamento e as responsabilidades de cada equipe na rede de atenção.
Para a secretária adjunta de Atenção à Saúde da Sesa, Marcelir Kobayashi, a integração entre as redes estadual e municipal representa um ganho estratégico tanto para a eficiência da gestão hospitalar quanto para o acolhimento dos usuários do SUS.
“A desospitalização é fundamental para qualificarmos a assistência e melhorarmos a gestão dos leitos, garantindo maior rotatividade no Hcal para quem realmente precisa de internação. Mas o principal avanço é o cuidado humanizado: o paciente continua assistido em casa, com segurança e suporte da rede, sabendo que sua recuperação será acompanhada de perto e ao lado da família”, ressaltou a secretária.
A gerente estadual de Atenção Primária à Saúde, Renata Hamoy, complementa que a estruturação desse fluxo envolve alinhar a comunicação clínica, o plano individualizado pós-alta, as orientações aos familiares, as condutas para intercorrências e os indicadores de resultados.
“A iniciativa não se limita à antecipação da alta hospitalar. Trata-se da organização de uma transição segura e coordenada do cuidado, na qual o paciente deixa o hospital somente após a avaliação de suas condições clínicas, da capacidade de acompanhamento da rede, das condições do domicílio e do suporte familiar disponível”, pontuou Renata.
Com a futura consolidação dos fluxos, Estado e Município fortalecem a rede de assistência, garantindo um atendimento resolutivo e focado na segurança do paciente.
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