Cidades

Ação de saúde na aldeia Kumarumã encerra com mais de 5 mil atendimentos

Iniciativa da Sesa, em parceria com a Unifap, levou assistência médica, exames, atendimento psicológico e medicamentos para moradores da comunidade indígena


Fotos: Gabriel Maciel/Sesa

 

O Governo do Amapá encerrou, neste domingo, 30, a Ação Acadêmica de Assistência à Saúde no Território Indígena, realizada na aldeia Kumarumã, em Oiapoque. Em quatro dias de atividades, a iniciativa contabilizou 5.020 atendimentos, aproximando diferentes serviços de saúde das famílias da comunidade. A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com a Universidade Federal do Amapá (Unifap).

 

A assistência farmacêutica registrou 3.321 atendimentos, com dispensação de medicamentos e orientações aos moradores. O serviço de laboratório realizou 1.094 atendimentos, permitindo que exames fossem realizados no próprio território. Também foram contabilizados 274 atendimentos clínicos e 137 triagens de enfermagem, fortalecendo o acesso à assistência.

 

 

Na área de saúde mental, foram realizados 143 atendimentos psicológicos, incluindo atividades do projeto Bem Viver Parente com crianças, jovens e mulheres da comunidade. Já o serviço de diagnóstico por imagem realizou 51 ultrassonografias, incluindo exames para acompanhamento de gestantes e investigação de diferentes condições de saúde.

 

Para a coordenadora estadual de Saúde Indígena, Alessandra Macial, o resultado demonstra a importância de levar os serviços para dentro do território. “Encerramos essa ação com a certeza de que aproximar os serviços da população indígena faz toda a diferença. Foram dias de muito trabalho, escuta e acolhimento, sempre respeitando a cultura e as necessidades da comunidade. Essa integração entre Sesa, Unifap e lideranças fortalece o cuidado no território”, destacou.

 

O cacique da Kumarumã, Lázaro dos Santos, agradeceu a presença das equipes e ressaltou a importância dos atendimentos para a comunidade. “Essa ação foi de grande importância para nós, porque é muito difícil o acesso à cidade para fazer consulta e exame. Ter uma grande equipe dentro da nossa comunidade, trazendo atendimento, exames e medicamentos, facilita muito para o nosso povo. Somos muito agradecidos por esse trabalho”, afirmou.

 

Para Regiana Galibi, liderança das mulheres indígenas do Rio Uaçá e do povo Galibi Marworno, ações realizadas dentro do território facilitam o acesso principalmente para as mulheres.

 

“Quando vem esse tipo de ação, a gente fica muito contente, porque conseguimos participar das consultas e saber dos nossos problemas de saúde. A distância muitas vezes dificulta chegar à cidade, então quando a equipe vem para o nosso território facilita muito para nós. A gente consegue consultar, receber o medicamento e, se precisar, já ter o encaminhamento para continuar o tratamento”, explicou.

 

A ação contou com aproximadamente 50 profissionais, entre medicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem psicólogos, técnicos e estudantes da Unifap. A mobilização levou diferentes serviços para a aldeia Kumarumã, fortalecendo o acesso à saúde e garantindo atendimento mais próximo da realidade da população indígena.

 


Deixe seu comentário


Publicidade