Polícia

Diretor do Iapen diz que briga de detentos com morte e feridos pode ter relação com grupos rivais

Emerson Silva esclareceu caso no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9) e destacou ações para impedir entrada de armas e celulares por drones na penitenciária


 

Douglas Lima
Editor

 

O confronto entre internos no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), que deixou um morto e 14 feridos na manhã de quarta-feira, 9, foi um dos principais assuntos de entrevista do diretor do órgão, Emerson Silva, no programa LuizMeloEntrevista (Diário (FM 90,9), nesta sexta-feira, 11.

 

Emerson Silva, que está há cerca de dois meses e meio à frente do Iapen, classificou a ação como uma briga generalizada entre os presos e explicou que a situação não chegou a configurar uma rebelião. O confronto começou por volta das 8h, durante a abertura do banho de sol.

 

De acordo com o diretor, a atuação dos policiais penais e do Grupo Tático Prisional foi decisiva para controlar a ocorrência. Ele também afirmou que o episódio pode ter relação com conflitos entre grupos rivais.

 

Outro ponto abordado na entrevista foi a entrada de materiais ilícitos no sistema penitenciário. O diretor revelou que duas armas de fogo foram encontradas após o confronto e que uma das principais linhas de investigação aponta para a utilização de drones para lançar objetos dentro do presídio.

 

 

“Hoje nós temos a nossa divisão de operações com drone e a nossa divisão de videomonitoramento”, afirmou Emerson. Segundo ele, o Iapen registra de sete a oito tentativas de ataques com drones por noite.

 

Para enfrentar o problema, o instituto trabalha com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e a Secretaria de Estado da Infraestrutura na implantação de uma barreira física sobre a unidade. O órgão também busca no mercado internacional equipamentos capazes de identificar os operadores dos drones.

 

 

O diretor destacou ainda investimentos em tecnologia, inteligência, treinamento e efetivo. Atualmente, o Iapen conta com cerca de 1,2 mil policiais penais, além de técnicos e especialistas que atuam na área de ressocialização. Emerson também citou a aquisição de novas pistolas para o sistema penitenciário.

 

Com quase 24 anos de atuação no Iapen, o diretor afirmou que a gestão busca manter o controle das unidades e aperfeiçoar os mecanismos de segurança. “É uma missão realmente espinhosa”, concluiu.

 


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