Polícia

Amapá lidera ranking nacional de participação feminina na PM com 31% do efetivo

Pioneira do patrulhamento tático amapaense, a trajetória da major Flávia Tabosa mostra preparo e efetividade técnica além dos papéis de gênero. Média brasileira da participação feminina nas polícias militares é de 13%


Major Flávia (ao centro), com o efetivo feminino do 7º Batalhão, do interior do estado - Foto: 7º BPM/DPRI

 

Quando ingressou na carreira policial, em 2008, e decidiu encarar o preparo intenso de um curso operacional, em 2014, a Major Flávia Tabosa não estava apenas fortalecendo de forma imediata a segurança pública do Amapá, mas uma transformação histórica que anos mais tarde posicionaria o estado no topo da representatividade nacional: Em 2026, 31% do efetivo da Polícia Militar amapaense é composto por mulheres.

 

A trajetória da militar que contribuiu para a criação do Batalhão de Força Tática se conecta diretamente aos dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que apontaram o resultado amapaense superando com folga a média brasileira, de apenas 13%, e dos demais estados do pódio, como Roraima (21,6%) e Rio Grande do Sul (20,4%), e dos lanternas Ceará (6,9%) e Paraíba (7,9%).

 

“O policial tem a obrigação de prestar o melhor serviço à sociedade e, sendo mulheres, não somos diferentes disso, temos o dever de nos capacitarmos e especializarmos, para a população ter a certeza de que estamos preparadas para prestar o melhor trabalho”, enfatizou a oficial, que também já comandou os cursos de formação de Soldados (CFSD) e Sargentos (CFS), e foi subcomandante do 7º Batalhão.

 

 

Valorização e equidade de oportunidades

A liderança do Amapá no indicador nacional é resultado de políticas públicas contínuas de valorização do servidor, aliadas à realização de concursos públicos inclusivos e à convocação de novas turmas de policiais promovida pelo Governo do Estado. Desde 2023, foram cerca de 6 mil aprovados em certames da segurança pública estadual convocados, e mais de 3 mil empossados.

 

“A presença das mulheres na nossa corporação não é apenas um indicador estatístico do qual nos orgulhamos, mas uma demonstração real da força e da capacidade técnica do nosso efetivo. As policiais militares ocupam funções operacionais, administrativas e postos de comando com excelência, trazendo um olhar estratégico e fundamental para a proteção da população amapaense”, ressaltou o comandante-geral da PMAP, Coronel Márcio Allan.

 

Tenente-coronel Sara Farias, comandante pioneira da Academia de Polícia Militar Cel. Cláudio Braga – Foto: Ruan Alves/GEA

 

Além da PM

Essa ampla participação feminina, que também inclui pioneiras como a Tenente-Coronel Sara Farias, primeira comandante da Academia de Polícia Militar Coronel Cláudio Braga, ultrapassa os muros da caserna e reflete, na gestão estadual, características demográficas do Amapá.

 

A participação feminina no Governo do Estado é aproximadamente 41%, a 4ª posição no ranking nacional e a primeira da região Norte, um percentual próximo dos 50,3% estimados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) este ano e que reflete em planejamento e execução de políticas públicas que incluam, acolham e protejam mulheres e meninas na sociedade.

 


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