Cidades

Protocolo para identificar e tratar casos de sepse com rapidez é reforçado no Hospital de Emergências

A medida segue padrões internacionais e requer avaliação ágil desde a triagem; diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para evitar o agravamento do quadro


Fotos: Gabriel Maciel/Sesa

 

Uma infecção que parece simples, mas pode evoluir rapidamente e comprometer o funcionamento de órgãos. É a sepse, uma resposta grave e desregulada do organismo a uma infecção. Para reduzir os riscos, o Governo do Amapá mantém protocolos de atendimento baseados em diretrizes do Instituto Latino Americano de Sepes (Ilas), com identificação dos sinais de alerta desde a chegada do paciente às unidades de saúde, como no Hospital de Emergência (HE), em Macapá.

 

 

“É uma prerrogativa do governo garantir segurança ao paciente. No Hospital de Emergência, essa avaliação começa na triagem. Se o paciente apresenta dois ou mais critérios que podem indicar sepse, o protocolo é aberto e o médico passa a avaliar o caso. É um tempo curto, mas imprescindível, porque tempo é vida”, explica o diretor da unidade, Djalma Guedes.

 

Febre ou temperatura muito baixa, coração acelerado, respiração rápida, queda da pressão, alteração do estado de consciência, falta de ar e diminuição da quantidade de urina estão entre os sinais que exigem atenção.

 

Diferentes tipos de infecção

A sepse pode ter origem em diferentes tipos de infecção, como as que atingem pulmões, abdômen, trato urinário ou corrente sanguínea. Por isso, diante de sintomas associados a uma infecção, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes. Os primeiros cuidados podem começar por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

 

“Depois que a sepse é identificada, o tratamento precisa começar rapidamente. É feita a hemocultura para tentar identificar a bactéria, além da ‘antibioticoterapia’ e da reposição de volume, com soro na veia. Enquanto a cultura não fica pronta, o paciente continua em tratamento. O antibiótico é definido de acordo com o foco da infecção e, depois, conforme a bactéria identificada”, detalha Djalma.

 

O diretor reforça que a sepse não é necessariamente adquirida dentro de um hospital. Uma infecção que começa em casa também pode evoluir para um quadro grave. Segundo ele, ainda não há uma estatística local consolidada sobre a ocorrência de sepse no Amapá. A atenção, portanto, está concentrada na identificação precoce e na resposta rápida das equipes, medidas que podem fazer a diferença para o paciente.

 

 


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