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Foz do Amazonas tem 10 bilhões de barris recuperáveis, estima EPE

Estimativa conservadora da EPE é atingir o pico de produção de 303 mil barris/dia após 14 anos do início da extração


 

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o volume de óleo in place (no local) na bacia da Foz do Amazonas é de 23,1 bilhões de barris de petróleo, sendo 10 bilhões de barris recuperáveis. Os números consideram as porções noroeste e sudeste da bacia e o Cone do Amazonas. A informação é da agência Eixos.

 

A apresentação foi feita pela consultora técnica da EPE, Regina Fernandes, durante workshop sobre o programa Potencializa E&P, realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

 

 

A porção noroeste da bacia da Foz do Amazonas tem 6,2 bilhões de barris recuperáveis. A estimativa considera um fator de recuperação de 35% e volume in place de 17,7 bilhões de barris.

 

Já na área do Cone do Amazonas, a consultora da EPE afirmou haver expectativa para a ocorrência de gás natural. Dados de mais de 40 poços perfurados indicaram alto potencial para reservatórios. Na região, a estimativa é de 4,2 bilhões de barris in place, sendo 3,4 bilhões recuperáveis, segundo a EPE.

 

A porção sudeste da Foz do Amazonas, a partir da costa do Amapá, demonstrou, nos estudos da EPE, ter 400 milhões de barris de óleo equivalente recuperáveis, sendo 300 milhões de petróleo e 11 bilhões de m³ de gás natural.

 

Foram utilizados dados públicos e confidenciais, obtidos junto ao Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP), em acordo de cooperação da EPE com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

 

Segundo Fernandes, as similaridades geológicas com a Guiana reforçam a importância da bacia da Foz do Amazonas.

 

“Guiana e Suriname viram sua produção expandir de zero, em 2019, para 360 mil barris por dia, com potencial para ultrapassar um milhão [de barris/dia] em 2027”, afirmou.

 

A estimativa conservadora da EPE é atingir o pico de produção de 303 mil barris/dia após 14 anos do início da produção. A consultora da EPE, no entanto, acredita que o volume pode ser ainda maior: “A gente teria pelo menos umas dez unidades e alcançaria, quem sabe, 1 milhão de barris por dia”, disse.

 

 


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