Especialista alerta população para os sintomas e a importância do diagnóstico precoce para prevenção ao câncer bucal
Campanha de 1 a 7 de novembro reforça que a identificação inicial de lesões eleva as chances de cura. Especialista destaca que a ausência de dor nas fases iniciais costuma retardar a busca por atendimento

Instituída por Lei Federal, a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal mobiliza esforços em todo o país de 1º a 7 de novembro. No Amapá, o Governo do Estado, via Secretaria da Saúde (Sesa), emite um alerta fundamental sobre os fatores de risco, os sintomas e a necessidade da prevenção e do diagnóstico precoce. O objetivo é conscientizar os cidadãos para evitar que a doença progrida sem ser percebida a tempo.
Conforme explica o cirurgião-dentista e especialista em Estomatologia e Cirurgia Bucomaxilofacial, Elvys Cunha Sá, um dos principais desafios na rede de saúde é o diagnóstico tardio. O especialista aponta que a ausência de dor nas fases iniciais faz com que muitos pacientes minimizem a gravidade da lesão, confundindo os sintomas com aftas ou traumas causados por próteses.
“O diagnóstico precoce do câncer de boca aumenta substancialmente as chances de cura, porém, quando descoberto em estágios avançados, o que é uma realidade no Amapá, a cura torna-se mais difícil, podendo levar ao óbito. O principal motivo para a demora em buscar atendimento é a ausência de dor nas fases iniciais da doença, o que faz com que o paciente minimize a gravidade da lesão”, pontua o cirurgião-dentista e estomatologista da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), Elvys Cunha Sá.
Orientação importante
Entre as barreiras para a detecção rápida, destacam-se a falta de informação, o medo e a automedicação. Para reverter esse cenário, a Sesa orienta que a população procure atendimento ao notar lesões que não cicatrizam em 15 dias, manchas na mucosa, nódulos ou sangramentos sem causa aparente.
“Em estágios mais avançados, os sinais geralmente envolvem dificuldade ou dor para mastigar, engolir, falar, movimentar a língua ou abrir a boca de forma completa, além de rouquidão persistente ou sensação de que há algo preso na garganta. A prevenção ainda é a melhor forma de combater a doença; o autoexame oral deve fazer parte da rotina das pessoas e a visita a um estomatologista evita um mal maior para a saúde”, alerta Elvys Cunha Sá.
As causas envolvem fatores como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a exposição solar sem proteção nos lábios e a má higiene oral. Diante disso, o autoexame periódico e as consultas profissionais são indispensáveis.
A rede estadual de saúde garante assistência contínua por meio dos consultórios de estomatologia da Unidade de Alta Complexidade Oncológica (Unacon), que atuam desde a prevenção e biópsias até o suporte especializado durante tratamentos complexos, como cirurgias, quimioterapia, radioterapia e preparação para transplantes de medula óssea.
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