Cidades

População de Oiapoque recebe orientação sobre combate à violência contra a mulher 

Orientações ao público ocorrem durante a programação do “TCE na Comunidade”, que prossegue até sábado (7) em escolas na sede do município e na Aldeia do Manga


 

As palestras e orientações iniciaram na Aldeia do Manga e prosseguem na escola Joaquim Nabuco até sábado,7.

 

Durante o projeto “TCE na Comunidade”, em Oiapoque, o Tribunal de Contas do Estado, o Governo do Amapá e instituições do Sistema de Justiça promovem palestras educativas na Aldeia do Manga e em escolas estaduais. As ações oferecem orientações sobre direitos, canais de denúncia e prevenção de diferentes formas de violência, incluindo a violência vicária – aquela que o agressor utiliza terceiros, como filhos, familiares ou até animais de estimação para causar sofrimento à mulher. A programação também prevê acolhimento psicológico e encaminhamento de mulheres para os serviços de atendimento.

 

 

“Achei muito importante receber essas orientações. É essencial aprender a nos defender, buscar nossos direitos e repassar esse conhecimento à família e à comunidade, especialmente diante do medo e dos casos frequentes na mídia”, afirmou Lucilea Forte Batista, de 43 anos, agente de saúde em Oiapoque.

 

Órgãos de proteção à mulher

A tenente Tatiane, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, ação que integra a Rede de Atendimento à Mulher (RAM), destacou a participação da equipe na iniciativa.

 

 

“Nosso objetivo é conscientizar e acolher mulheres de comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Adaptamos a linguagem com cuidado e simplicidade para alertar sobre a violência de gênero. Em 2026, já registramos 11 feminicídios no estado, e em nenhum dos casos havia medida protetiva prévia”, frisou.

 

A ação busca fortalecer a Rede de Proteção e ampliar o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e de gênero no extremo norte do país. Entre os canais de denúncia apresentados estão o Ligue 180 e o Box Lilás, espaço físico e serviço especializado de acolhimento humanizado em situações de emergência, que funciona 24 horas no Amapá, nas dependências do Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes).

 

No Amapá, 160 tornozeleiras eletrônicas e 120 botões do pânico funcionam de forma conjugada garantindo maior proteção às mulheres.

 

A policial penal Valdirene Amorim, que atua há 21 anos na instituição e integra a equipe de prevenção, explicou que o trabalho inclui palestras em escolas e comunidades, além de atividades direcionadas a agressores condenados, com foco no enfrentamento à cultura do controle.

 

 

“É a primeira vez que a Polícia Penal participa da ação. Nosso trabalho encoraja a mulher a denunciar, a conhecer seus direitos e a compreender a dinâmica da violência, mostrando que há uma rede de apoio e que ela não está sozinha. No estado, temos uma central de monitoramento da Polícia Penal que funciona 24 horas, acompanhando em tempo real os agressores e as mulheres que utilizam o botão do pânico disponibilizado pelos juízes. Atualmente, contamos com 160 tornozeleiras eletrônicas e 120 botões do pânico em funcionamento conjugado, garantindo maior proteção e conexão”, ressaltou.

 


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