Superintendente do IBGE anuncia processo seletivo com quase 70 vagas para agente de Censo Agropecuário
Pedro Espoladore destacou remuneração que pode superar R$ 5,5 mil para recenseadores e reforçou papel dos dados estatísticos no planejamento econômico do estado

Douglas Lima
Editor
Em entrevista ao programa Conexão (Diário FM 90.9), na manhã deste sábado, 7, o novo superintendente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Amapá, Pedro Espoladore, anunciou a abertura das inscrições para o processo seletivo simplificado voltado à realização do novo Censo Agropecuário.
A seleção oferece quase 70 vagas para recenseador em toda a jurisdição estadual, contemplando todos os municípios amapaenses e as cidades paraenses de Afuá e Chaves, que são administradas pela unidade local em razão da proximidade geográfica. As inscrições já estão abertas e podem ser efetuadas até o dia 25 de novembro pelo portal da Fundação Cesgranrio ou pelo site do IBGE, mediante taxa de R$70.
A função exige apenas o ensino fundamental completo, sem necessidade de experiência profissional prévia. Ao todo, são 58 vagas distribuídas pelo Amapá, além de 17 postos para Afuá e sete para Chaves. Espoladore ressaltou que o instituto implementou um modelo inédito de remuneração para os contratados temporários, cujo vínculo pode durar até seis meses.
Diferentemente de operações passadas, em que o pagamento dependia exclusivamente da produtividade, agora haverá um piso fixo mensal de R$ 1.741,00 somado a um auxílio-alimentação de cerca de R$ 1.100,00. Com o adicional pago por questionário aplicado, os vencimentos dos recenseadores podem ultrapassar R$ 5.500,00 mensais.
Censo Agropecuário
O superintendente explicou que o Censo Agropecuário investigará as características do produtor rural, o acesso a financiamentos, o nível de endividamento e temas contemporâneos como a sucessão familiar no campo, o uso de drones e o potencial do turismo rural.
No Amapá, além de lavouras em expansão, o levantamento dará destaque a culturas tradicionais e de base comunitária, a exemplo do açaí, da mandioca, da pupunha e do cupuaçu.
A coleta será feita por meio de dispositivos móveis com georreferenciamento de precisão em propriedades rurais e unidades produtivas urbanas, como viveiros e tanques aquícolas. Espoladore também chamou a atenção para a relevância dos diagnósticos do IBGE no suporte a políticas públicas preventivas, especialmente diante do avanço da exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial.
Deixe seu comentário
Publicidade


