Cassação ou estabilidade econômica?

Dona economia, uma velha senhora doente e muito sofrida, muito conhecida dos brasileiros, “fileira” do INSS, já tinha saído da UTI e estava bem melhor na enfermaria quando, de súbito, foi abalada por fortes oscilações. A ameaça de cassação de um presidente da República em um país de economia frágil como o nosso, ainda em […]

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Dona economia, uma velha senhora doente e muito sofrida, muito conhecida dos brasileiros, “fileira” do INSS, já tinha saído da UTI e estava bem melhor na enfermaria quando, de súbito, foi abalada por fortes oscilações. A ameaça de cassação de um presidente da República em um país de economia frágil como o nosso, ainda em lenta recuperação de saúde, inevitavelmente sofrerá fortes implicações em seu quadro. E esta estabilidade poderá ser alterada através das emoções políticas, com resultados clínicos dos mais diversos.

E qual o resultado final disso tudo, a bem da verdade, para brasileiros e brasileiras?

É a dona economia voltar a passar muito mal e voltar a UTI sob intensos cuidados e gerar mais desemprego, queda no PIB, queda em seus índices de desenvolvimento econômico e evasão de investidores.

O que preocupa a todos nós, da área de planejamento, orçamento e finanças, não são as afloradas emoções e paixões políticas passageiras de momento. O que preocupa a todos é o fato de que as paixões políticas e os interesses pessoais podem ignorar a boa saúde econômica do Brasil. Isso sim é extremamente preocupante para quem acompanha a vida econômica e a política nacional. São duas coisas bem distintas, que poderiam muito bem conviver em harmonia, para o bem de todos e felicidade geral da Nação.

Assim como hoje o Congresso Nacional vive momentos delicados ele também já foi palco de momentos históricos tais como a promulgação da Constituição (1988), invocada sob o calor da emoção por Ulisses Guimarães, ladeado por Tancredo Neves, Brizola, José Sarney e outros tantos líderes históricos da Campanha Diretas Já.

Fico me perguntando o que leva certas pessoas a destruírem tudo o que encontram pela frente, como se um prédio ou um espaço físico de utilidade pública, um bem público pela sua própria natureza, fosse causa maior de todos os males que sofre este país acometido por insanidades, ganância e vaidades desmedidas, atos absurdamente praticados por governos passados, com fortes reflexos no presente? Logo eles que tinham como discurso mudar a cara deste país para melhor.

Governos passarão e tudo novamente passará, assim como outros por ali já passaram, no tempo e o vento, e o Planalto Central do Brasil lá estará do mesmo jeito, com seus ministérios, Itamaraty, Congresso Nacional, Palácio do Planalto, etc.. Eles estarão sempre lá, estáticos, imóveis, com seus funcionários, políticos e autoridades transitando apressados nos corredores após as eleições de 2018.

Mas, como diriam os americanos:

To be, or not to be, ou seja, ser ou não ser? Eis a questão!

O que fazer? Usar a razão ou a emoção política de momento? Retrabalhar o futuro do Brasil ou enterrar a estabilidade econômica?

Nesta perigosa onda do to be, or not to be parece que os americanos estão numa pior pior do que a nossa com o senhor Trump, pois, bem pior do que a Lava Jato é um Presidente da República colocar em risco a segurança nacional de seu país e até do mundo com sua descompostura impensável. Mas, isso é lá com o Congresso americano.

Vem aí 2018, e já bate na porta, e com ele vêm as eleições. Não seria mais racional deixar dona velha economia brasileira respirar um pouco de saúde e contribuir na redução de 14 milhões de desempregados no Brasil?
Pensem nisso!


 
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