Fronteiras Sangrentas, Heróis do Amapá

Quem se lembra da antológica obra Fronteiras Sangrentas, de Silvio Meira, lançada em 1975 pelo Conselho Estadual de Cultura do Pará? Os mais antigos com certeza se lembram! Uma raridade de minha biblioteca, se bem explorada e entendida, daria um excelente roteiro de filme de época, pois remete a plateia ao ano de 1895.É o […]

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Quem se lembra da antológica obra Fronteiras Sangrentas, de Silvio Meira, lançada em 1975 pelo Conselho Estadual de Cultura do Pará?

Os mais antigos com certeza se lembram!

Uma raridade de minha biblioteca, se bem explorada e entendida, daria um excelente roteiro de filme de época, pois remete a plateia ao ano de 1895.É o apelo que faço neste espaço democrático a Bancada do Amapá, nossos senadores, e em especial a Ancine.

No Relatório assinado no dia 26 de novembro de 1974, na Sala das Sessões da Câmara de Ciências Humanas e Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, do Conselho Estadual de Cultura do Pará, Ernesto Horácio da Cruz (Presidente da Comissão de Análise), José da Silveira Neto (Relator), Maria Annunciada Ramos Chaves (membro), Ernesto Bandeira Coelho (membro) e Luiz Miguel Scaff (membro), emitiram o seguinte Parecer sobre a obra:

– Em onze capítulos, com perfeito conhecimento do assunto que aborda, em linguagem escorreita e de leitura agradável, o Prof. Dr. SILVIO AUGUSTO DE BASTOS MEIRA descreve uma das páginas mais fulgurantes da História do Brasil que é a conquista e definitiva integração ao país de uma das mais ricas regiões – o Amapá.  Somos de parecer que a publicação do livro será de grande utilidade para todos os que desejarem conhecer – em especial a juventude – fatos históricos ainda pouco divulgados e a luta heroica sustentada por um pugilo de brasileiros que não temeram enfrentar o invasor audacioso, defendendo, em pugnas sangrentas, a região que por direito de conquista pertencia ao Brasil, como ao final reconheceu, definitivamente, o Laudo de Berna.

Portador de um extenso currículo, o advogado Silvio Meira foi membro do Conselho Estadual de Cultura e da Academia Paraense de Letras. Possui a Cruz do Mérito em 1ª classe do governo da Alemanha, a Ami de Paris e a Al Mérito Acadêmico da Universidade Nacional do México. Foi Palma de Ouro da Universidade Federal do Pará. Entre medalhas, prêmios e diplomas estaduais, são dezoito, municipais seis e especiais oito. Ocupou lugar destacado na literatura, tanto na ficção, como na produção científica, seja ela jurídica ou histórica. Era considerado como um humanista consumado. Sua obra O Ouro de Jamanxim obteve menção honrosa no concurso promovido pelo Instituto Nacional do Livro, em 1972.

 

Breve relato da obra:

A Expedição Macabra, Capítulo VIII, páginas 71 e 73:

– Antes do cair da tarde os soldados franceses iniciaram a sua retirada da praça de guerra. Foi uma expedição macabra. Haviam semeado a destruição e a morte, num atentado contra vítimas quase indefesas, o que muito depunha contra a dignidade dos atacantes. Velhos de mais de setenta anos foram queimados vivos em suas residências incendiadas! Crianças de tenra idade massacradas! Algumas morreram nos braços maternos! A canoa, com os cadáveres de brasileiros, foi amarrada na corveta Bengali, rebocada em direção a Caiena. Prisioneiros brasileiros, sobreviventes do massacre, foram postos a ferros nos porões…


 
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