O Amapá e suas velhas necessidades

O primeiro termo aditivo da nossa BR-156, a mais longeva a pavimentar do Brasil, data de 1976. Foi a partir deste ano que surgiu o projeto de pavimentação da espinha dorsal rodoviária amapaense para interligar a capital, Macapá, ao Norte e Sul da região

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Quando o Amapá terá suas velhas necessidades atendidas? Quantas eleições a mais ocorrerão até que, consumatum est, todos nós, já carecas, tudo esteja finalmente resolvido?

O primeiro termo aditivo da nossa BR-156, a mais longeva a pavimentar do Brasil, data de 1976. Foi a partir deste ano que surgiu o projeto de pavimentação da espinha dorsal rodoviária amapaense para interligar a capital, Macapá, ao Norte e Sul da região, ou seja, aos municípios de Oiapoque e Laranjal do Jari. O desinteresse do governo federal é bem antigo com esta questão vital para nossa região. Se não houver uma forte pressão do governo e da bancada do Amapá a ser solenemente empossada em 2019 a BR-156 continuará abandonada como uma noiva feia no altar.
E assim passaram os anos, como outros passarão…

O que no momento muito nos anima e alegra, como amapaense, é que não faltam padrinhos para a obra de conclusão do tão esperado Aeroporto Internacional de Macapá, previsto para ser entregue muito em breve, assim esperamos, após tantos anos de paralisações da obra, expectativas e espera.

Outra importante e vital obra para desafogar a grande demanda na rede pública de saúde é o Hospital Universitário. Esta obra também está ciceroneada de padrinhos, e isso é bom para as coisas andarem e vidas em grave risco serem bem cuidadas sem aquele desespero de apelar a centros especializados de outros estados.
Um apelo importante:
O sítio arqueológico do Calçoene precisa ser olhado com todo carinho, merecida importância, valorização e divulgação. Ele não é o Stonehenge do Amapá. É bem mais do que isso. Até hoje não se sabe bem o que é e o que culturalmente representa o sítio arqueológico de Stonehenge, na Inglaterra. Ele continua sendo uma incógnita, com as mais diversas interpretações de pesquisadores, historiadores e arqueólogos, sem base teórica de sustentação. Mas, mesmo e apesar disso, é um sucesso turístico para os ingleses. Aqui, onde corta a linha imaginária do Equador, e os solstícios se fazem notar no Monumento do Marco Zero do Equador, o Sítio Arqueológico do Calçoene é comprovadamente um complexo de rochas erguido e alinhado por uma antiga e inteligente civilização para exatamente determinar esses solstícios, quem sabe com o objetivo de planejamento de uma agricultura familiar de subsistência, ou bem mais que isso, assim concluiu diversos cientistas e pesquisadores, já faz alguns anos. É um riquíssimo patrimônio histórico do Amapá, do Brasil e do mundo, de como vivia essa antiga civilização.

Outro apelo importante:
A Base Aérea do Amapá precisa ser olhada, revitalizada e transformada em museu a céu aberto. Abandonada por anos ao tempo e ao vento foi historicamente na Segunda Guerra Mundial (1938/1945) um ponto de resistência contra o nazi-fascismo. Sua missão era de servir de apoio para incursões aéreas no litoral Norte do Brasil para evitar a livre navegação de submarinos e navios de guerra alemães e japoneses. Nos anos 40, suas instalações chegaram a abrigar pilotos e oficiais americanos, que juntos lutavam com brasileiros contra o avanço nazifascista no mundo. Bom seria se o governo e a bancada amapaense a ser empossada em 2019 realizassem uma forte articulação perante o governo federal, entenda-se, Itamaraty, para dialogar com o Ministério da Defesa Americano, leia-se Força Aérea Americana, visando reconstruir, revitalizar, enfim, dar uma digna vida turística a nossa abandonada Base Aérea do Amapá. Seria uma digna resposta ao Amapá, ao Brasil e ao resto do mundo como afirmação que aqui houve um ponto de resistência contra o holocausto. Tenho certeza que os mais velhos aplaudiriam, e muito, tais feitos de muito tempo tão esperados…


 
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