O Brasil que queremos

Caro leitor e eleitor, que Brasil queremos? Que tal um Brasil onde qualquer candidato (a) a cargo eletivo tenha por obrigatoriedade apresentar certidões cível e criminal e de protestos e títulos e seja comprovadamente idôneo no seio da sociedade em que vive. Que tenha formação superior e seja comprometido com todos os anseios sociais de […]

Compartilhe:

Caro leitor e eleitor, que Brasil queremos?
Que tal um Brasil onde qualquer candidato (a) a cargo eletivo tenha por obrigatoriedade apresentar certidões cível e criminal e de protestos e títulos e seja comprovadamente idôneo no seio da sociedade em que vive. Que tenha formação superior e seja comprometido com todos os anseios sociais de melhorias da qualidade de vida de seu povo. Que seja reto no pensar e no agir e saiba ouvir mais do que falar besteiras e destilar falsas promessas que nunca irão se cumprir. Que seja fraterno, humanista, e acima de tudo olhe a todos e trate a todos de forma igualitária, porque, afinal de contas, como bem teoriza nossa Carta Magna, todos são iguais perante a lei sem distinção de cor, raça, credo e condição social.

Que todos os partidos políticos obrigatoriamente cumpram as boas regras da ética, da moralidade, do bom trato a coisa pública, do respeito à causa pública e a coisa pública, atividades públicas que nada mais são do que atos de bem servir a sociedade em que se vive.

Então, senhores, que se cumpra fielmente a Constituição Federal da República Federativa do Brasil, que diz textualmente o seguinte em seuTítulo I, dos Princípios Fundamentais, em seu Art.1º:
A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentosa soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. O Parágrafo único desse artigo enfatiza que“todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

O Art.3º, Título I, que trata Dos Princípios Fundamentais, diz:
Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idadee quaisquer outras formas de discriminação.

O texto é perfeito, mas ainda bem distante de nossa triste realidade. A estatística direta aponta 12 milhões e setecentos mil desempregados. Diariamente assistimos na televisão novos atores acusados e investigados pela justiça por corrupção ativa ou passiva. Esses atores compõe um elenco sem fim em um mar de lama de corrupção em que meteram este país.

No contraponto assistimos a violência brutal de grupos armados do tráfico de drogas a promover cenas de puro terrorismo não só no Rio de Janeiro como em outros estados da federação, dentro ou fora da cadeia.Torturam e eliminam cruelmente seus desafetos, policiais e pessoas de bem. O artigo 4º da Carta Magna, também composição do Título I, Dos Princípios Fundamentais, afirma:
VIII – Repúdio ao terrorismo.

Já o Capítulo II, que trata dos Direitos Sociais, diz textualmente o seguinte em seu artigo 6º:
São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

Bem, senhores leitores e eleitores, tudo é muito bonito, tudo é muito lindo, se o livrinho constitucional fosse rigorosamente cumprido. Assim fosse não haveria necessidade do povão fazer desabafos na telinha da Globo.

O grande Mestre Confúcio nos faz refletir o seguinte:
– O homem superior exige muito de si mesmo. O homem comum exige muito dos outros.

Quer dizer: O homem superior busca a evolução e o homemcomum exige do outro aquilo que ele não pode dar. Enquanto isso poucos sacrificam e subjugam a tantos por esperteza, perversidade ou poder. Agora não é hora de se lamentar. Temos de nos conscientizar e transformar o que é necessário transformar.

“Quem tem o fel dá o fel, quem tem o mel dá o mel, quem nada tem, nada dá!” (Zé Ramalho)


 
Compartilhe: