O trabalho juvenil e o pão nosso de cada dia

“O trabalho dignifica o homem, dignifica a pessoa humana”. Este ditado, bem antigo, reflete bem a contento o momento presente de tanta discussão e polêmica desnecessária em torno da necessidade do adolescente ter uma ocupação funcional. O projeto proposto pelo deputado federal e líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, de permitir que o adolescente […]

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“O trabalho dignifica o homem, dignifica a pessoa humana”.

Este ditado, bem antigo, reflete bem a contento o momento presente de tanta discussão e polêmica desnecessária em torno da necessidade do adolescente ter uma ocupação funcional.

O projeto proposto pelo deputado federal e líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, de permitir que o adolescente a partir de 12 anos trabalhe, causou rebuliço em várias eminências pardas com críticas diretas a proposta, achando-a uma afronta, invocando inclusive a Constituição.

Vou lhes dizer o que é afronta, e nacional e histórica:

13 milhões de desempregados! 63 milhões de cidadãos endividados! Apenas 12% da população adulta brasileira possui ensino superior! Mais da metade da população brasileira não possui ensino médio! Dos 13 milhões de desempregados, boa parte são jovens sem ocupação alguma.

Já são vários e vários jovens envolvidos com drogas e com o tráfico de drogas, prostituição, contrabando de armas, jogatina e outras atividades ilícitas. Tudo herança, e é bom que seja dito, do descaso, da corrupção e do mau gerenciamento deste gigante imenso e rico por natureza chamado Brasil.

Dia destes vi e ouvi atentamente o depoimento de vida do conhecido jornalista Alexandre Garcia. Aos 10 anos vendia sonho para ajudar no sustento da família. Logo depois foi jornaleiro e entregou jornais na vizinhança e arredores. Meu pai, João Lourenço da Silva, também fez coisa parecida, aqui no Amapá, na época do extinto território, quando tudo estava por fazer e as coisas não eram nada fáceis. Quando garoto vendia bolinhos e ajudava minha avó, Maria Severina, no que podia. Depois foi aprendiz de alfaiate e alfaiate ao lado do conhecido “Vadoca”. Foi funcionário do Banco da Lavoura, trabalhou na tesouraria da Icomi, foi diretor de planejamento da Secretaria de Educação e se aposentou após atuar como Secretário de Controle Interno do Tribunal de Justiça. Eu, particularmente, comecei dos 16 para 17 anos vendendo a Enciclopédia Barsa na rua. E creio, sinceramente, que não tirou pedaço de ninguém, muito pelo contrário, sob as bênçãos de Deus, o pão nosso de cada dia…


 
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