Lambada de Serpente: a estranha música de Djavan

Estilo – talento Um amigo riu quando eu disse que Djavan tem um estilo musical estranho e belíssimo. Mas é isso mesmo que penso. Ele diz coisas e canta em melodias inusitadas, cheias de beleza. Vejam só que expressão: “Lambada de Serpente”. Penso que ninguém nunca disse isso antes. Nosso imaginário se acostumou com o sentido […]

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PORTO, PORTUGAL - JULY 6: Djavan performs at Coliseu do Porto on July 6, 2008 in Porto, Portugal. (Photo by Rui M. Leal/Getty Images)

Estilo – talento

Um amigo riu quando eu disse que Djavan tem um estilo musical estranho e belíssimo. Mas é isso mesmo que penso. Ele diz coisas e canta em melodias inusitadas, cheias de beleza. Vejam só que expressão: “Lambada de Serpente”. Penso que ninguém nunca disse isso antes.

Nosso imaginário se acostumou com o sentido brega, folclórico, que foi emprestado ao termo lambada. Logo pensamos naquelas músicas de ritmo quente, comuns em festas populares de um passado não muito distante.
Impulsionados pela curiosidade que Djavan nos causou, descobrimos que lambada significa “golpe aplicado com pau, chicote ou objeto flexível”, e no sentido figurado, “crítica severa; descompostura”. Claro que também significa “dança e música sensual e em ritmo rápido”, sentido com o qual estávamos acostumados.
“Nunca ninguém falou como este homem”. Assim disseram a respeito de Jesus Cristo. Poderíamos dizer algo semelhante à obra de Djavan: “Nunca ninguém cantou como este homem”.

Em uma de suas entrevistas na TV, o cantor se mostrou familiarizado e despreocupado com a aplicação do adjetivo “estranho” à sua obra. Diz ele: “Quando fui ser ouvido pela primeira vez, já houve essa polêmica. “Você tem algum talento, mas a música que você faz é muito estranha. Não se sabe onde está a primeira parte, é complicado, você tem que muda r isso, fazer uma coisa mais acessível para facilitar sua própria vida”. Tinham razão os que falavam assim, mas outros também disseram: Não, essa coisa estranha é o seu trunfo, não mexa nisso. Você vai sofrer mais, vai ter mais problemas, mas vá em cima disso”.

A estranheza se dá, obviamente, pelo fato de estarmos a ouvir algo que nos parece inédito. Também, por estarmos a ver uma coisa que, à primeira leitura-escrita, não nos penetra o entendimento. Quando nos pomos a tentar acompanhá-lo, sentimo-nos como se nos expressássemos num outro idioma. Sentimo-nos papagaios repetindo o que alguém disse. Todavia, aquilo que só entendemos a custo, nos soa belíssimo e extremamente poético. Por ser poético, compreendemos, trata-se de algo indizível. Temos que nos content ar com o pouco que conseguimos ver, mas que nos faz tanto bem.

“Cuidá dum pé de milho que demora na semente – meu pai disse: meu filho, noite fria, tempo quente. Lambada de Serpente, a traição me enfeitiçou – quem tem amor ausente já viveu a minha dor. No chão da minha terra um lamento de corrente – um grão de pé de guerra pra colher dente por dente”. (www.apoesc.blogspot.com.br).

 

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OBÁ: Orixá africana do Rio Obá ou rio Níger, primeira esposa de Xangô, identificada no jogo do merindilogun pelos odu odi, obeogunda e ossá. Também conhecida no Catolicismo como Santa Joana D’Arc. Guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo, Arco e flecha Ofá. Obasy é a senhora da sociedade elekoo, porém no Brasil esta sociedade passou a cultuar egungun. Deste modo, obasy é a senhora da sociedade lesse-orixá. Obá representa as águas rev oltas dos rios. As pororocas, as águas fortes, o lugar das quedas são considerados domínios de Obá.

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Foi juntar madeira pra fazer o dobrador
No terreiro o galo enfim cocorocó
A Chiquinha inda não se levantou
No nascente nem sinal do arrebol
Lula Barbosa e Joãozinho Gomes

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  1. Sescanta 2019

Sexta (6) será realizada a 16ª edição da mostra de música Sescanta Amapá, no salão de eventos do Sesc Araxá, a partir das 20h. O objetivo desse projeto é fomentar a música amapaense e destacar os artistas que a interpreta.
Serão apresentadas as 10 composições inéditas selecionadas para a mostra de 2019: Ancorada (Brenda Melo), Areia do Mar (Tamar Hadassa Oliveira), Carpideira (Osmar Júnior e Bruno Muniz), Corpo Capim (Fábio Pontes), Depressão (Carla Adriana), Umbigo da Terra (Ademir Pedrosa), Menestrel do Laguinho (Chermont Júnior), Não Sou Obrigado (Dimisson Monper), Prisma da Paixão (Nice Sales), Zeca (Aroldo Pedrosa).
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  1. Cortejo

Dia 21 de dezembro vai acontecer o Cortejo de Natal do Banzeiro do Brilho-de-Fogo, pelas ruas do Centro de Macapá.

Os ensaios e oficinas iniciam na sexta (6), na Praça Floriano Peixoto – Centro, às 19h. É para todas as idades. Vai lá.
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  1. Bela homenagem

Cantor e compositor amapaense, Paulinho Bastos, será o grande homenageado da 16ª edição do Sescanta Amapá, que está agendado para acontecer na sexta (6), no Sesc Araxá, às 20h. Homenagem merecida.
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  1. Poesia de Rio

Dia 13 de dezembro (sexta), durante o Luau na Samaúma, a partir das 17h30 (em frente ao Ministério Público – Araxá), será lançado o livro “Poesia de Rio”, do escritor mauro Guilherme.
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  1. Vai começar

Ritmistas da bateria de Piratas da Batucada, batizada de “Majestosa”, irão iniciar seus ensaios para o carnaval 2020, a partir do próximo dia 19, na Praça N.S. da Conceição – Trem, a partir das 20h.
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  1. Prazo

Encerra dia 14 de dezembro, o prazo de 30 dias, para as escolas de samba do Amapá se inscreverem no Edital, da Prefeitura de Macapá, que garante recurso para o carnaval de 2020.

Como exigência do Edital, é preciso que todas as escolas estejam com suas documentações legalizadas.
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  1. Beleza negra

Está confirmado para acontecer no sábado (7), na sede de Boêmios do Laguinho, a partir das 21h, o tradicional concurso A Mais Bela Negra e O Mais Belo Negro do Amapá. 24 candidatos estão na disputa, sede 12 mulheres e 12 homens.


 
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