Nega Laura: “O Marabaixo faz parte da minha vida”

Estamos falando de “Laura do Marabaixo”, uma descendente da família “Julião”, neta de Tia Biló e bisneta do mestre do Marabaixo, Julião Ramos, sendo sua avó a única filha viva do mestre.

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Uma cabocla pérola negra, amapaense da gema que defende a bandeira da cultura do Marabaixo como a sua própria família, afinal, ela veio desse meio. Nasceu, cresceu e se educou ouvindo os “velsos bandaiados” (ladrões), as chamadas músicas e canções desse segmento, que é a maior e mais autêntica manifestação folclórica do povo tucuju, o Marabaixo. Se esfregando aos foliões e tropeçando em caixas espalhadas por toda a casa onde se tocava e se dançava esse ritmo trazido da mãe África pelos negros escravos para a construção da Fortaleza de Macapá.

Estamos falando de “Laura do Marabaixo”, uma descendente da família “Julião”, neta de Tia Biló e bisneta do mestre do Marabaixo, Julião Ramos, sendo sua avó a única filha viva do mestre. Laura era uma das tantas artistas anônimas, repleta de talento, que precisava estar sempre presente nesse segmento que também é seu. Hoje a sociedade conhece mais uma estrela do Marabaixo do Amapá.

“Nega Laura”, como também é conhecida, é uma artista completa, pois, além de dançar, tocar e compor as músicas, ela é cantadeira dos “ladrões” de Marabaixo. Seu cantar é forte, firme que ecoa pelos ares e ouvidos dos foliões, com os homens marcando e arrastando os pés e as mulheres girando e rodando as saias pelo salão. Quando Laura entoa o seu canto com as perguntas dos versos, todos respondem num só momento, bem alto, pra marcar mais um momento especial da noite de cantorias do Marabaixo.

Além dessas virtudes, Laura é integrante do Grupo de Dança Baraká, tocadora de tambor de Batuque, é palestrante desse segmento, ensina as crianças a dançar e tocar a caixa de Marabaixo, é fundadora e coordenadora do bloco Ancestrais (que realiza eventos voltados à cultura amapaense), militante do carnaval e de outros movimentos.
“Tenho orgulho de ser negra e de poder contribuir com o desenvolvimento cultural do meu estado, pois, o Marabaixo está no meu sangue, na minha alma, no meu coração e na minha vida”. Disse Laura.

 

  • Festival

Os cantores e compositores Chermont Júnior e seu filho Rodrigo Chermont, foram classificados na 33ª edição do Festival da Canção de Itacoatiara, marcado para acontecer nos dias 5, 6 e 7 de setembro.
As músicas dos amapaenses são: Do Sertão a Amazônia (Chermont Jr.) e Podre Poder (Rodrigo Chermont). Na cidade de Itacoatiara (AM). Boa sorte.

 

  • Luau

Dia 31 de agosto (sexta) marcará o início da segunda temporada do Luau Samaúma.
Na sede do Ministério Público, no Complexo Marlindo Serrano (Araxá), a partir das 18 horas. Vários segmentos artísticos estão confirmados.

 

  • Destaque

Músico e compositor, Lolito do Bambolim, com mais de 80 anos, já está finalizando seu 1º disco (CD) de chorinho.
Merece o destaque e o registro da coluna.

 

  • Jazz

A 10ª edição do Amapá Jazz Festival está agendada para acontecer em outubro, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá).
A realização é do músico e produtor Finéias Nelluty.

 

  • É hoje

Nesta sexta (24), o Conselho Estadual de Cultura vai realizar o Seminário Memorial do Amapá – Sem Memória Não Há Futuro.
No Museu Sacaca (av: Feliciano Coelho – Trem), às 8h.

 

  • Fábrica Cultural

Em novembro vai acontecer o 1º Festival de Música no Meio do Mundo. Serão três semanas de evento, iniciando dia 15 de novembro.
A realização é do governo do estado, através da Secult.

 

  • Exposição

A exposição “Percepções” vai acontecer até o dia 20 de agosto a 19 de setembro, com visitações públicas de segunda a sexta-feira, no horário das 9h às 11h e das 15 às 17h.
Do artista piauiense Gabriel Archanjo.


 
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