Nega Laura: “O Marabaixo faz parte da minha vida”

Estamos falando de “Laura do Marabaixo”, uma descendente da família “Julião”, neta de Tia Biló e bisneta do mestre do Marabaixo, Julião Ramos, sendo sua avó a única filha viva do mestre.

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Uma cabocla pérola negra, amapaense da gema que defende a bandeira da cultura do Marabaixo como a sua própria família, afinal, ela veio desse meio. Nasceu, cresceu e se educou ouvindo os “velsos bandaiados” (ladrões), as chamadas músicas e canções desse segmento, que é a maior e mais autêntica manifestação folclórica do povo tucuju, o Marabaixo. Se esfregando aos foliões e tropeçando em caixas espalhadas por toda a casa onde se tocava e se dançava esse ritmo trazido da mãe África pelos negros escravos para a construção da Fortaleza de Macapá.

Estamos falando de “Laura do Marabaixo”, uma descendente da família “Julião”, neta de Tia Biló e bisneta do mestre do Marabaixo, Julião Ramos, sendo sua avó a única filha viva do mestre. Laura era uma das tantas artistas anônimas, repleta de talento, que precisava estar sempre presente nesse segmento que também é seu. Hoje a sociedade conhece mais uma estrela do Marabaixo do Amapá.

“Nega Laura”, como também é conhecida, é uma artista completa, pois, além de dançar, tocar e compor as músicas, ela é cantadeira dos “ladrões” de Marabaixo. Seu cantar é forte, firme que ecoa pelos ares e ouvidos dos foliões, com os homens marcando e arrastando os pés e as mulheres girando e rodando as saias pelo salão. Quando Laura entoa o seu canto com as perguntas dos versos, todos respondem num só momento, bem alto, pra marcar mais um momento especial da noite de cantorias do Marabaixo.

Além dessas virtudes, Laura é integrante do Grupo de Dança Baraká, tocadora de tambor de Batuque, é palestrante desse segmento, ensina as crianças a dançar e tocar a caixa de Marabaixo, é fundadora e coordenadora do bloco Ancestrais (que realiza eventos voltados à cultura amapaense), militante do carnaval e de outros movimentos.

“Tenho orgulho de ser negra e de poder contribuir com o desenvolvimento cultural do meu estado, pois, o Marabaixo está no meu sangue, na minha alma, no meu coração e na minha vida”. Disse Laura.

 

Volume 2

Novo disco do maestro Manoel Cordeiro “Sonora Amazônia 2” está sendo gravado e logo estará no mercado. Muita rítmica amazônica no repertório e uma gravação especial da música “Mel de Melaço” (Manoel Cordeiro), gravada pela cantora amapaense Patrícia Bastos e o cantor e compositor Zé Renato (Banda Boca Livre).

 

  • “O Canto da Amazônia”

Um programa com a cara e o jeito da nossa gente, de segunda à sexta, às 16h, na Diário FM 90,9. É bom de ouvir. Ele valoriza o que é nosso. Sintonize.

 

  • “Monemucal”

Movimento Negro do Município de Calçoene precisa de parceria para realizar seus muitos projetos artísticos culturais.
São 13 anos de existência valorizando a cultura negra do município. O movimento não recebe nenhum aporte financeiro do poder público.

 

  • MPA

O Projeto Música Popular Amapaense está de volta com a temporada 2018, com muita música amazônica. Dia 21 de setembro (sexta), no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano) Araxá, a partir das 9 da noite.

 

  • Corrida

Domingo, 9, o Sesc Amapá vai realizar o 1º Circuito Sesc de Corrida, com largada, às 6 da manhã, em frente a instituição (rua Jovino Dinoá – Beirol).
Inscrições presenciais até esta quinta (6), na escola Sesc.

 

  • “Amazônidas”

Título do 1º disco (CD) do cantor e compositor amapaense, Jean Carmo, com seis músicas autorais e que ainda não foi lançado. Mais um projeto musical tucuju com linguagem amazônica no cantar e tocar. Boa sorte.

 

  • Agenda

Sexta (7) tem o show “Para Dançar e Se Apaixonado”, com Mauro Cota e Manoel Cordeiro. No Norte das Águas, Araxá (Complexo Marlindo Serrano), a partir das 10 da noite.

 

  • Duas Telas

Sexta (7) é o aniversário da produtora de eventos artísticos culturais “Duas Telas Produções. Parabéns.


 
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