Saiba o que é o Marabaixo

Essas homenagens ocorrem durante o ciclo do Marabaixo, que começa sempre na Páscoa e termina no Domingo do Senhor (primeiro domingo após Corpus Christi).

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O Dia Estadual do Marabaixo é comemorado em 16 de junho, projeto de autoria do deputado estadual Dalto Martins (falecido). O Marabaixo é uma manifestação folclórica afro-amapaense, que consiste em homenagear o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade em duas partes: a sagrada (missas, novenas, ladainhas) e a profana (dança do Marabaixo, bailes).

Essas homenagens ocorrem durante o ciclo do Marabaixo, que começa sempre na Páscoa e termina no Domingo do Senhor (primeiro domingo após Corpus Christi). Durante os festejos, misturam-se rituais africanos (corte dos mastros, quebra da murta, danças) e europeus-católicos (missas, novenas, procissões). A origem do nome é incerta: alguns afirmam que vem do árabe marabut (louvar); outros afirmam que vem do fato dos escravos serem trazidos mar abaixo nos navios negreiros (ou seja, da África para o Brasil).

Na dança do Marabaixo, as mulheres vestem-se com anáguas, saias rodadas floridas, camisa branca, colares, lenço no ombro e flor atrás da orelha, uma versão estilizada das roupas das escravas. Os homens usam roupas brancas e tocam com duas baquetas grandes tambores chamados caixas ou caixa de Marabaixo. Tanto os tocadores quanto as mulheres cantam os versos improvisados chamados ladrões; muitos desses versos têm teor religioso. Todos dançam em círculo, sentido anti-horário e ao redor de si mesmos.

Está presente principalmente nos bairros do Laguinho e Santa Rita, na zona urbana de Macapá; mas também em outras comunidades negras do Amapá, como Mazagão Velho, Campina Grande, Lagoa dos Índios, Coração, Curiaú, Maruanum, entre outras. O Marabaixo é a maior e mais autêntica expressão cultural do povo amapaense.

 

  • Agenda

Sexta, 22, tem o show “Água Doce”, com as cantoras Mayara Braga e Sabrina Zahara, no palco do Norte das Águas, às 22h. No Complexo Marlindo Serrano – Araxá (Orla do Santa Inês). Informações: 99963-6670.

 

  • Banzeiro

Oficinas e ensaios do Banzeiro do Brilho-de-Fogo na Praça Floriano Peixoto – Centro, sextas e sábados, 19h. Preparação para o Cortejo de verão, ainda sem data definida. Vá lá e participe.

 

  • Novos talentos

Programa “O Canto da Amazônia” (Diário FM 90,9) já está trabalhando no projeto de um festival de música regional (linguagem amazônica).
O objetivo é a descobertas de novos artistas: compositores (música e letra), arranjadores, músicos etc. É a valorização da cultura amazônica amapaense.

 

  • Carnaval

No Rio de Janeiro, nove escolas já definiram seus enredos para 2019: Imperatriz – “Me dá Um Dinheiro Aí”; Império Serrano – “O Que é, o Que é?”; Mocidade – “Eu Sou o Tempo. Tempo é Vida”; Tuiutí – “O Salvador da Pátria”; Portela – “Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar Uma Sabiá”; Salgueiro – “Xangô”; São Clemente – “E o Samba Sambou…”; Vila Isabel – “Em Nome do Pai, dos Filhos e dos Santos – A Vila Canta a Cidade de Pedro”; Viradouro – “Viraviradouro”.

 

  • Iphan

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu seu Edital o concurso do órgão.
As inscrições podem ser realizadas até 09 de julho. Informações: www.iphan.gov.br.

 

  • “Sumanos”

É assim que vai se chamar o novo disco (CD) do grupo Senzalas (Amadeu Cavalcante, Joãozinho Gomes e Val Milhomem).

 

  • Vai começar

Sábado (23) inicia o festival estadual de quadrilhas juninas, em Santana, na Cidade Junina montada no Estádio Vilelão.
O evento encerra dia 29 de junho. Vamos prestigiar.


 
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