Tacacá: iguaria típica da Amazônia

Sua origem é dos indígenas paraenses e, segundo Câmara Cascudo, deriva de um tipo de sopa indígena denominada ‘mani poi’. Câmara Cascudo diz que “Esse mani poí fez nascer os atuais tacacá, com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta, sal, às vezes camarões secos.”

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o tacacá é uma iguaria da região amazônica, em particular do Pará, Acre, Amazonas, Rondônia e Amapá. É preparado com um caldo fino de cor amarelada chamado tucupi, sobre o qual se coloca goma, camarão e jambu. Serve-se muito quente, temperado com sal e pimenta, em cuias. O tucupi vem da tapioca (da qual se prepara a goma), são resultados da massa ralada da mandioca que, depois de prensada, resulta num líquido leitoso-amarelado. Após deixá-lo em repouso, a tapioca fica depositada no fundo do recipiente e o tucupi, na sua parte superior.

Sua origem é dos indígenas paraenses e, segundo Câmara Cascudo, deriva de um tipo de sopa indígena denominada ‘mani poi’. Câmara Cascudo diz que “Esse mani poí fez nascer os atuais tacacá, com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta, sal, às vezes camarões secos.”

O tacacá não é considerado uma refeição. É uma espécie de bebida ou sopa, servida em cuias e vendida pelas ‘tacacazeiras’, geralmente ao entardecer, na esquina das principais ruas das cidades nortistas. Na hora de servir são misturados, na cuia, tucupi, goma de tapioca cozida, jambu e camarão seco. Pimenta-de-cheiro a gosto.

O jambu é uma planta rasteira, companheira inseparável do tucupi na preparação dos pratos típicos da região norte, sobretudo do tacacá e do pato. Suas folhas, quando mastigadas, produzem leve tremor nos lábios e, talvez por isso, muitos o apontem como afrodisíaco. Antes de ser acrescentado nos diversos pratos em que é usado, o jambu deve ser ligeiramente aferventado em água com pouco sal.

O tacacá não pode faltar nos fins de tarde da população da Amazônia. É tão significante, que os compositores da região incluem nos versos de suas canções, esse precioso alimento que já é cultural na vida do povo da região amazônica do Brasil.

 

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Perfil

Para os artistas, qual seria o perfil do melhor candidato [ou candidata] para assumir a prefeitura de Macapá, a partir de 1º de janeiro de 2021?

 

Videoclipe

Grupo de samba amapaense, ‘Gente de Casa’, lança o videoclipe da terceira música do novo disco: ‘Amor à Primeira Vista’ já disponível nas plataformas digitais.

 

Regulamentação

Governador Waldez Góes assinou o decreto de regulamentação da Lei Aldir Blanc. Artistas amapaenses devem ficar atentos aos procedimentos. Vários editais serão lançados para fortalecer as atividades e produções culturais desses agentes que tiveram seus projetos interrompidos pela pandemia do novo coronavírus em todo o estado.

 

Mistério de Safira’

Título do novo livro do escritor e poeta Ricardo Pontes, lançado em Ebook, e já disponível nas plataformas digitais.

O autor anuncia que até março de 2021 a obra ‘Mistério de Safira’ vai virar livro de papel.

 

Bachata

Músico e compositor paraense, Davi Amorim lança nova música que compôs em parceria com seu mano, Eudes Silva: ‘Foi Tudo Ilusão’, em ritmo da Bachata.

Já nas plataformas digitais.

 

‘Ilhanas’

As mulheres ribeirinhas da Amazônia receberam essa bela e justa homenagem.

O poetinha Osmar Júnior compôs a música ‘Ilhanas’, gravada pelo paraense Paulinho Mururé.

 

‘Bento Banto’

Título de uma música de Zé Miguel e Joãozinho Gomes, gravada pelo grupo Senzalas.

“A caixa, a murta, o mastro, o santo. A dança, a santa, a cor, o canto. Bento Banto, Bento Banto…”.


 
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