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As alianças do candidato Ciro Gomes

Os futuros candidatos à Presidência da República, em 7 de outubro, desenvolvem tantas ou mais alianças que puderem somar, com as quais podem coroar seus objetivos.

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Quando um general inicia estudos para uma batalha concentra mil cuidados nos pontos frágeis do inimigo e, sobretudo, procura avaliar o lado mais fraco por onde possa chegar à vitória. A tática, naturalmente, tende a ser comum entre candidatos a cargos eletivos, pois a melhor estratégia, por certo, como a do general, garante a vitória final na guerra.

Os futuros candidatos à Presidência da República, em 7 de outubro, desenvolvem tantas ou mais alianças que puderem somar, com as quais podem coroar seus objetivos.

Entre os presidenciáveis até agora na lista para 2018, o nome de Ciro Gomes luta para somar à sua chapa pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) os votos do Partido dos Trabalhadores, cujo reinado no país durou de 2002 a 2012, ano em que perdeu o governo com o impeachment de Dilma Rousseff.

Moralmente, Ciro busca meios para aumentar a chance de vitória, indo atrás dos votos do PT, mas nunca jamais aderir às ideias populistas do partido, aos quais muito se atribuem os lamentáveis episódios de hoje que castigam a população brasileira.

O currículo de Ciro Gomes, paulista de Pindamonhagaba, permite confiar que vá encher de esperança seus eleitores e, de resto, atender às necessidades do povo. Advogado, professor universitário com passagem por Harvard, deputado, ministro, prefeito, governador, tudo pelo seu Ceará e, também, efetivo colaborador do Plano Real, no governo de Itamar Franco. São experiências que o fazem por merecer o voto, assim como renovar as esperanças que o brasileiro clama.

Aliança com o PT é direito soberano de Ciro, mas seguir a linha política do partido de Lula, por certo, criará mil barreiras junto aos pretensos eleitores que podem desaconselhar a coligação. Com apoio ou não de PT, Ciro precisará, sim, debruçar-se em questões que afetam o país pedindo, ao mesmo tempo, urgência na solução.

Será que Ciro tem leitura para convencer o Brasil que tem planos para conter a violência, agravada por questões essenciais, como a falta de emprego, razão da vida de cada um, sem o qual os humanos acabam desenvolvendo instinto animal?

Ministro da integração nacional (2003/2006), Ciro capitaneou o projeto de transposição do rio de São Francisco, obra que, agora, como presidente, poderá concluí-la, pois se trata de obra de suma importância para a região do país, e que está inacabada. A conclusão do São Francisco figura entre muitos bons projetos que só alguém com capacidade e nacionalismo e sem demagogia pode entregar ao povo que se julga com direito.

Aos 60 anos de idade, grandes tarefas, o brasileiro pede que Ciro tenha capacidade de resolver. Como ministro, ao deixar o governo de Itamar Franco, o país era outro, com inflação baixa e confiança no futuro. O Brasil de hoje se transformou nos últimos 20 anos e exige ação de Ciro Gomes, assim como de outros presidenciáveis.

O que se espera dos candidatos é que o padrão atual seja substituído por confiança nos políticos que nutrem a ilusão de que enganam o povo, quando, na verdade, eles são os enganados. A escolha do voto certo é a garantia que a Nação deixará para trás da violência, o desemprego, a miséria, a fome e tantas outras mazelas no dia a dia nacional. A Presidência de um país tem que ser ocupada por gente com capacidade. E que Ciro Ferreira Gomes e, quem sabe algum outro, esteja à altura. Ciro tem um modelo que pode seguir sem susto, a fiel conduta do PDT, do sempre lembrado Leonel Brizola.

 
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