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Atentado a Bolsonaro trai a democracia

Ulisses Laurindo – Jornalista Articulista O atentado ao cidadão brasileiro Jair Bolsonaro desabona a democracia, o sistema mais liberal entre todos por priorizar as boas ideias e comportamentos avançados sem quaisquer preconceitos. O ódio e a gana pelo poder não enxergam a nobreza e diversidade dos que disputam o direito à liberdade. O Brasil vive […]

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

O atentado ao cidadão brasileiro Jair Bolsonaro desabona a democracia, o sistema mais liberal entre todos por priorizar as boas ideias e comportamentos avançados sem quaisquer preconceitos. O ódio e a gana pelo poder não enxergam a nobreza e diversidade dos que disputam o direito à liberdade. O Brasil vive à véspera da troca de governo, e a esperança do povo se identifica com as promessas que os candidatos formulam nos debates públicos. Alguns, entretanto, parecem desconhecer a realidade do Brasil moderno, país que recebe da natureza privilégios que não mereciam ser desperdiçados por quem deveria mais cuidar do seu desenvolvimento, culpa que cabe, sem medo de errar, à classe política, assentada na cegueira diante das dificuldades da Nação, sobrecarregando seu povo que, apesar de tudo confia em dias melhores.

Nas suas pregações, os candidatos oferecem o ideal de país feliz sem, contudo, reconhecer o árduo caminho a percorrer. O espaço do presente artigo é limitado, não permitindo análise minuciosa dos vários problemas existentes. Qual a solução concreta que os candidatos oferecem para a violência, por exemplo? Sabe-se que os distúrbios comuns em todos estados brasileiros decorrem de vários fatores, como desemprego, educação falha e, principalmente, falta de presídios para acomodar a população carcerária que superlota os presídios em mais de 50% de sua capacidade física. Aonde buscar recursos necessários para construção de novos prédios, a não ser que seja prioridade, pois a população vive constantemente com medo, mesmo dentro de sua própria casa. O novo presidente terá que conviver com uma Constituição de 30 anos, promulgada na época como cidadã, hoje, com o avanço do mundo moderno, se ajustes se fazem necessários em vários de seus artigos.

Antes de seguir no raciocínio das carências, conhecidas por todos, convém alertar que por mais capaz que seja o novo presidente, jamais obterá sucesso a continuar a divisão entre os políticos, que se colocam contra a tudo o que não pertencem aos seus interesses pessoais e do partido a que estão ligados. Como na questão dos presídios, a regra permanece para a necessidade de outras reformas apregoadas pelos candidatos.

Michel Temer, que herdou um governo que, para muitos, não merecia, é a prova da intolerância da parte da classe política, principalmente ligada às esquerdas, cujo raciocínio é viver no atraso. Pois bem. Lembram o empenho de Temer para reformar a Previdência Social, para especialistas, insolvente em poucos anos se não houver mudança em seu modelo, com tributos de menos e aposentadoria demais. E não é só isso de que o Brasil carece no momento, que para os candidatos é como se fosse ficção.

Repetimos que os postulantes ao primeiro posto do país são legítimos, mas falta credibilidade para convencer a população de onde ele irá apagar ou diminuir a gigantesca dívida interna, que oscila para cima e para baixo nos constantes R$ 1 trilhão 650 milhões. Para convencer o povo da sua certeza era preciso mostrar dados concretos, e isto é impossível no tocante ao que o Brasil vive hoje, uma República dividida em que o bem-estar do povo é secundário, prevalecendo a vontade pessoal de grupos, sem mínimo de civismo, como é comum nos países do Primeiro Mundo, quando prevalece a vontade coletiva em favor da maioria.

Em particular, acreditamos na boa intenção dos candidatos, mas é lícito entender que o eleito, além de competência necessita buscar recursos de onde quer que seja e, também, grande dose de coragem para responder não aos que se deitam nos trilhos impedindo o desenvolvimento do país.

 
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