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Bolsonaro vacila, mas governo é confiável

Será muito fácil identificar o porquê até então o atual governo não decolou, como tudo parecia crer.

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Ao se passar um pente fino na trajetória das decisões do governo Jair Bolsonaro nesse pequeno período de comando a verdade verdadeira é que a população esperava graduação maior aos 38,9%, atribuídos por uma agência de pesquisa que, ao mesmo tempo, lembrou, que no primeiro governo de Luis Inácio, o índice foi de 59,6%, com tempo de gestão superior ao de Bolsonaro, até agora, apenas dois meses. Seria fantasia ou mesmo paixão por um governo que indicou maravilhosos dias para povo.

Será muito fácil identificar o porquê até então o atual governo não decolou, como tudo parecia crer. A descabida ingerência dos filhos do presidente em sua agenda, contribuiu e muito para desfigurar a imagem deixada que era, acima de tudo, de autoridade e prioridade nas questões de interesse do país. O episódio envolvendo os filhos enfraqueceu a autoridade do presidente que, a partir daquele momento, passou a ser visto como mais um a não ir direto às questões que sufocam o país. O primeiro abate, quer queira quer não aconteceu na previdência que, a princípio, seria imediatamente aprovada dada a importância para o equilíbrio das finanças públicas. Hoje, entretanto, não se fala com tanta convicção na aprovação pelo Congresso, porque foi abalada desvios no seu roteiro. A Nação, hoje está quase dividida em relação a reforma, pois ela discute pontos que, antes de mais nada, precisa muita persuasão para deixar à vontade quem nela estiver envolvido.

Por exemplo, pontos de alto interesses populares estão em jogo e mexe com inúmeras pessoas que temem prejuízo, quando existe diagnóstico de que a reforma não atende o desejo dos atingidos. Nela existem pontos que necessitam de acalorada discussão, como a aposentadoria do trabalhador rural; aposentadoria dos militares, que podem desaguar em protecionismo, ruim em todos os sentidos; auxilio ao idoso se baixa renda; alíquotas de contribuição dos servidores públicos, aqueles com vencimentos graduados. São pontos que no principio do governo teriam que ser bem respondidos, para inspirar confiança Na aprovação.

A reforma da previdência foi, e ainda é, o gargalo da saúde financeira brasileira. As incertezas nas decisões de um governo que parecia ser um paredão, deixaram no povo a dúvida quanto às demais medidas que tirem o Brasil da infeliz condição de devedor de mais de R$ 3 trilhões de dívida pública, de uma legião de desempregados, na ordem superior a 12 milhões de pessoas, da virose causada por vírus que desassossega a sociedade, quanto à violência

Quem votou em Jair Bolsonaro, por certo, não perdeu a esperança de vê-lo no topo das decisões, orientando, mandando. Para isso, porém, é preciso ações que não o deixe levar por influencia de quem , na verdade, pouco tem a perder. El vital que ele tenha nas mãos, e com livre acesso, todos os processos que deixa envolver, como na sequencia de seus filhos, ou como o do ministro da educação, Ricardo Velez, emitindo uma ordem de serviço sobre obediência de alunos às regras do ensino, que contrariam frontalmente a Constituição, que reza em seu artigo 37, de que campanha dos orgãos públicos deverá ter caráter educativo e de cunho social, e as imagens não podem ter promoção pessoal. Sem ter ou tendo conhecimento, Bolsonaro ficou com a culpa na decisão de um auxiliar. A corda começa a ceder e Sérgio Moro, da Justiça, já fez um alerta: estou com o presidente e não abro.

 
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