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Brasil com méritos para o hexa

O Brasil com mais de 200 milhões de habitantes tem condição de renovar suas estrelas a cada período, modelo normalmente negado a países que entram na disputa e não dispõem pelo menos dos 10% da atualidade brasileira.

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Quando o futebol passou a ser produto de patrimônio cívico e moral de todos os países o interesse pela sua prática cresceu beirando quase os cem por cento e, em razão da sua importância, os candidatos mais capazes adotaram uma política de abrir as porteiras para os jovens, aproveitando-se da potencialidade demográfica, ciência que regula a dinâmica populacional humana por meio de critérios e se valendo de maior população, e ainda seus costumes, criaram vantagens que se refletem plenamente durante a realização de copas do mundo. Muito se pode explicar quanto à renovação do elenco para a disputa, momento em que os mais fortes prevalecem.

O Brasil com mais de 200 milhões de habitantes tem condição de renovar suas estrelas a cada período, modelo normalmente negado a países que entram na disputa e não dispõem pelo menos dos 10% da atualidade brasileira. Foi flagrante s posição da Alemanha, que não renovou a equipe em relação 2014 e foi eliminada na primeira fase, porque sua população apurada em 2018 é pouco mais de 80 milhões de habitantes, dificuldade razão de outros países que não dispõem de jovens, principalmente entre os países ricos onde têm mais oportunidade de seguir a vida profissional, diferente do Terceiro Mundo, objetivo maior de riqueza, através do esporte.

Isso, contudo, não invalida o brilhantismo do futebol brasileiro, detentor de cinco títulos mundiais, características que o auxiliam na construção de outros valores em seus jogadores, virtudes que, entretanto, inexistem noutros países, como a habilidade no trato da bola e a velocidade durante as jogadas.

Hoje, o Brasil, como nas disputas anteriores, está enfrentando uma luta feroz para chegar na frente dos outros e ganhar o hexa, no caso, inédito. Os primeiros passos na batalha da Rússia foram trôpegos, deixando a dúvida quanto à real possibilidade de se impor no universo de 32 países. A desconfiança quanto à incerteza nos acertos do treinador Tite, credenciado pelo volume de 23 jogos invictos, cartel invejável, sem motivos para descrença. O empate com a Suíça deixou muita gente incrédula, temor logo desfeito com a vitória sobre a Costa Rica, ameaça colocada por terra com novo triunfo sobre a gigante Sérvia.

O importante no desempenho era o fato de que os altos e baixos na equipe desapareceram e o time tinha personalidade dentro de campo. A superioridade vista como genética do jogador brasileiro começava a se mostrar nos telões do mundo inteiro, e o medo foi banido por completo. Até Neymar, que era palco de discussão, alinhou-se com os companheiros, e o pensamento agora era e é ainda um só, o hexa. É possível? Sim. Deve-se levar em conta o que foi dito no início deste artigo de que futebol hoje não pertence mais a grupos isolados, e sim parte do orgulho nacional, inserindo como peça importante como cidadania.

O Brasil inicia, nesta segunda-feira, contra o México, a luta em busca de seu desejo maior, conquista que não pertencerá à CBF, mas a todos os brasileiros acostumados a reverenciar ídolos como o Rei Pelé, herói do Brasil e do mundo. Hoje, muito depois do Rei, outros jovens estarão vestindo a camisa verde- amarela, esperando que, a partir de julho, fique também gravado na história. Vale, por fim, lembrar, que o Brasil mantém a liderança de títulos mundiais. Não é obra do acaso. Para isso, vimos que o país leva nítida vantagem na quase totalidade dos seus adversários, principalmente no aspecto demográfico, caminho que lhe permite invadir os campos com massa de jovens que carregam no peito a vontade da glória, porque, como boa parte dos jovens no mundo, temos a habilidade e a alegria de ter nascido num país aonde o Sol brilha o ano inteiro.

 
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