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De olho nas pesquisas

A criação tecnológica do mundo moderno já fez milagres em variadas direções. Mas a máquina registra o que se lhe oferece, ficando, ao fim, a nobre capacidade do homem, que é ainda superior à maquina, pois essa é criação dele.

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Estamos quase às vésperas do domínio das pesquisas prestes a induzir os eleitores a optarem por candidatos ideais e que representam para eles total confiança e integridade no governo a ser eleito. Para atingir melhores resultados, os indicadores da pesquisa se apoiam em pressuposto irreal composto apenas no desejo de vitórias, omitindo a intenção verdadeira que a de tirar proveito da inocência e até ignorância de quem acredita na propalada arte científica da pesquisa.

A criação tecnológica do mundo moderno já fez milagres em variadas direções. Mas a máquina registra o que se lhe oferece, ficando, ao fim, a nobre capacidade do homem, que é ainda superior à maquina, pois essa é criação dele. O argumento maior em defesa das pesquisas é que sua penetração é grandiosa, transformando os votos projetados de duas mil pessoas e, que, com força prodigiosa, assume enorme largueza, abrangendo centenas, milhares e milhões de pessoas. Em alguns casos, às vezes se confirmam os números, mas, em sua grande maioria, os valores não correspondem ao que se propõem.

Claro que para atingir o teto visado os agentes percorrem habitats comuns aos nomes de candidatos da legenda escolhidos e sacramentados para concorrer com a alegria da vitória. Quando da divulgação de resultado de pesquisa pode ser perfeitamente avaliado quanto ao bairro ao qual foi feita a sondagem. Há grande disparate quando é feita num bairro pobre. Pode ser imaginação do articulista, mas ninguém vai duvidar do que é comum a qualquer pessoa racional e que não esteja a serviço do partido e ou de seus canditados.

Não é de agora que o mundo político mais coerente deseja abolir o anúncio de pesquisa nos dias derradeiros das eleições por saber que o efeito é negativo. Se o Brasil vivesse em sintonia com a educação e a cultura pouco adiantaria tentar cooptar um eleitor na hora da votação, porque a resposta seria negativa, pela convicção que o cidadão tem aquilo como civismo.

Coloque os mesmos entraves no caminho de um eleitor com pouca ou nenhuma letra e logo se adivinha o resultado com repetidos exemplos a cada eleição.

Os nstitutos ligados às pesquisas devem estranhar o desacordo do articulista considerando que ele não possui sequer normas técnicas para avaliar os resultados nas pesquisas. Valho-me para explicar meu ponto de vista com o exemplo de Lula que, sucessivamente, é colocado na liderança das intenções de votos, com vantagem de mais de dez pontos percentuais do segundo colocado. Repito: a afirmação de que tal verificação foi feita no reduto do político interessado e o índice só poderiam ser-lhes favoráveis.

A dúvida persite ao somarmos o passado do ex Presidente, hoje analisado como frustrante para quem prometeu acabar com a fome do brasileiro e, ao contrário, trabalhou para melhorar a vida de outros países em detrimento do nosso progresso.

Mais uma vez o Brasil se depara com um dilema: escolher um estadista ou entregar nas mãos de alguém que tenha a envergadura ideal para conduzir este Brasil imenso com o que tem de melhor. Com mais de 144 milhões de eleitores oficialmente registrados no TSE pode-se considerar como temeridade estabelecer que ínfimas opiniões de reduzido número de eleitores prevaleçam num universo abissal.

 
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