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Esporte olímpico abre os olhos

A iniciativa dos campeões olímpicos visa também orientar o comportamento dos dirigentes para não ocorrer desperdício de tantos valores. A onda de prisão dos dirigentes esportivos, inclusive a de Carlos Arthur Nusman

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Finalmente, o esporte olímpico cria movimento para se libertar das amarras que o impediram de progredir nos quase cem anos de existência, representando papel aquém de sua capacidade, em nada dever aos grandes países do mundo, cujas histórias são diferentes, todas dirigidas em benefício do povo. Atletas vencedores de medalhas olímpicas criaram forte movimento que tem o objetivo de identificar e desenvolver o potencial dos atletas do país, sempre desperdiçados por políticas distantes da realidade do mundo moderno, sem avaliar o potencial natural dos atletas brasileiros. Estão envolvidos na tarefa nomes como Torben Grael, Ana Moser, Rafaela Silva, Thiago Braz, Robson Conceição, Robson Caetano, Maurren Maggi, Serginho, Bruninho, Isabel, Jacqueline, cuja vitoriosa participação foi em grande parte por iniciativa pessoal, sem a assistência dos órgãos responsáveis do setor. Nos últimos anos, o esporte olímpico passou a dispor de mais verba para preparar as equipes nacionais, mas, na prática, isso não acontecia, formando delegações numerosas aos diversos Jogos com reduzidas conquistas de medalhas, primeiro argumento para se medir o avanço técnico das delegações. A iniciativa dos campeões olímpicos visa também orientar o comportamento dos dirigentes para não ocorrer desperdício de tantos valores. A onda de prisão dos dirigentes esportivos, inclusive a de Carlos Arthur Nusman, despertou a certeza de que nada estava sendo realizado para produzir boas equipes olímpicas, no futuro. Primeiro, pelo escoamento pelos ralos do dinheiro disponibilizados para o esporte e, segundo, no descuido na formação de novos valores, porque não havia qualquer trabalho de massificação dirigido à juventude para, dela, mais tarde, tirar proveito. A necessidade da formação de novos valores ficava evidente quando se disputavam competições de âmbito mundial, notadamente a natação e atletismo, às vezes ficava zerado o número de medalha e ainda que poucos participantes chegavam às provas finais;

 

Quando da formação das equipes para Jogos Olímpicos era total a carência, e o espelho era refletido no pequeno número de medalhas. Nos quase cem anos de participação brasileira em Jogos é muito pequeno o número de medalhas, sendo apenas 128 – 30 de ouro, 36 de prata e 60 de bronze. Em comparação com países de menor população e território, o Brasil leva desvantagem em número de conquistas de pódios em relação à França (716), Itália (577) e até para Cuba (225).

 

Até à década de 80, o esporte brasileiro vivia carente em relação a recursos. Depois da Loteria Esportiva, que não chegou a solucionar o problema, surgiram outras fontes criadas pelo Ministério do Esporte, com leis específicas para todas as modalidades. O resultado, porém, não foi o desejável e, ao invés do progresso, o esporte não cresceu como seria esperado. Deu, em contrapartida, outros meios para vários dirigentes tirarem proveito e se eternizarem nas entidades, sem nenhuma preocupação de progresso. O movimento criado pelos desportistas, vários deles campeões olímpicos, visa a vigiar o andamento das entidades, se elas estão cumprindo seu papel, em primeiro lugar de dar destinação honesta ao dinheiro que as iniciativas do governo estabeleceram em busca da melhoria não apenas dos índices técnicos, como, também, na melhor qualidade de vida da população. O tamanho do Brasil não pode ficar em desvantagem sobre qualquer tipo de competição e tem o privilégio de seguir o exemplo de grandes potências na capacitação real de seus valores.

 
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