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Job Miranda – Colaborador

Como explicar a previamente anunciada derrota de Camilo, em 2014? (II)   Nessa esteira, algumas atitudes padronizadas a relacionamentos instáveis e/ou insustentáveis configuram-se como birra e ostentação de poder sem medidas de consequências: caso das nomeações do novo reitor da Ueap (contraria a vontade de cerca de 2/3 do voto universal, na instituição) e do […]

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Como explicar a previamente anunciada derrota de Camilo, em 2014? (II)

 

Nessa esteira, algumas atitudes padronizadas a relacionamentos instáveis e/ou insustentáveis configuram-se como birra e ostentação de poder sem medidas de consequências: caso das nomeações do novo reitor da Ueap (contraria a vontade de cerca de 2/3 do voto universal, na instituição) e do procurador geral do MP, em 2011 (quando Iacy Pelaes, o preterido, é um dos principais líderes espirituais da comunidade evangélica, a qual corresponde a 25% da população do Amapá – aqui, neste caso, não se trata de outra coisa que não vantagem eleitoral); caso da preterida candidatura Miguel do posto pelo PSB, que após decisão judicial, a contragosto do Partido ao qual faz parte, concorreu à Prefeitura de Oiapoque e que venceu aquela eleição, em 2012 (hoje, Miguel é o único prefeito com avaliação positiva, no Amapá); caso do trato dado às três greves dos professores estaduais, “premiadas” com efetivação de leis aprovadas na AL de iniciativa do Executivo: a da data-base e da incorporação da regência – num trâmite assustador de menos de 24 horas (numa demonstração de como não se deve legislar).


Várias outras atitudes expuseram fraquezas e inseguranças da parte do governador. E, delas, a necessidade de controle, excessivo, sobre tudo e todos: de certa intromissão nos partidos da base aliada, ao escolher gestores para cargos no governo e lançá-los na quota dos aliados à revelia deles; daí também a estratégia suicida nas eleições proporcionais que tem impossibilitado às esquerdas mudar a correlação de forças no parlamento estadual (vide: priorização absoluta de uma a duas candidaturas no PSB e marcação cerrada a aliados; a este caso, a exoneração de Joel Banha da Secretaria de Infra-estrutura no aproximar das inaugurações de várias obras, é exemplar). Há uma lista enorme de tantas outras atitudes: perseguições, assédios, conflitos (diversos) e imposições fartamente vivenciadas e testemunhadas o tempo todo. Tudo isso afetara negativamente e sobremaneira a prestação de serviço público nas pontas da máquina administrativa, fator por excelência de desgaste do governo.

 

E as síndromes? Algumas esclarecem mesmo o porquê de certas peças do marketing e alguns relacionamentos insustentáveis. Pela “síndrome do retrovisor” imputa-se as mazelas da administração ao ex-governador, daí o arrumar a casa do marketing. A “síndrome do escorpião” se reflete no uso e no trato dado à candidatura Dora Nascimento ao Senado (tal síndrome vem estampar o apoio de quase totalidade do PSB a Davi Alcolumbre; apoio de forma “pública” e notória: com provas fartas e irrefutáveis, e com direito à comemoração indisfarçavelmente incontida)… Quanto às manias, saltam aos olhos lugares-comuns como: a “teoria da conspiração” e a “mania de se fazer de vítima”.

 

Com a primeira, as desconfianças a Nogueira, à Marcivânia e a outros; donde o estabelecimento de relações controversas com petistas, mormente com os de Santana. Com a segunda, vende-se a tese de estar na condição de vítima de poderosos e da mídia (leia-se: Sarney, canais de TV e todo o sistema Beija-flor, como se tais instrumentos não pudessem participar do jogo!), que não aceitam Camilo no governo e tramaram o retorno da Harmonia (esta, na significação um estado de relações promíscuas e perigosas entre poderes estatais, baseadas em conveniências e com amparo na conivência recíproca). Desta feita, no marketing, Sarney é tido como o mal maior a ser extirpado. Neste ponto e altura, um colchetes para subjetividades irresistíveis.

 

Eis aqui o colchetes: [Quem sabe, por “síndromes e manias”, agora na de efeito retardado, Camilo esteja assistido passar a Waldez Góes, naquele 2º turno da eleição, 3 pontos percentuais do PT de Macapá (das bases de Dora – ela obteve 10% na disputa ao senado – Lourival e Larocque), 3 pontos do PT de Santana (das bases de Nogueira e de Marcivânia), 3 pontos da comunidade evangélica (“rebanhos” de Iacy Pelaes), 1 ponto de Miguel do posto (eleitores de Oiapoque), 1/2 ponto do deputado Agnaldo Balieiro (o qual se sente vítima de armação de lideres do PSB) e 1/2 ponto de alunos e profissionais da UEAP [referenciados no (ou ressentidos pelo caso) Professor Luciano, o preterido a reitor pelo governador]. Isso tudo perfaz a monta de 11% de votos. Ora, se esses 11 pontos fossem tirados de Waldez, Waldez cairia de 60,58 para 49,58% e esses mesmos 11% passassem para Camilo, Camilo subiria de 39,42 para 50,42% dos votos. Eis uma ilação, mas quiçá uma ilação certeira(?)!].

 
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