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O alto risco da antecipação

O que me leva a emitir a opinião de favoritismo para hoje são as diferenciações na pratica de um país e outro, como retratou a Cronista Betty Milan, no livro o “País da Bola”, de 1989

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Como numa disputa de boxe um dos contendores está sempre sujeito a sucumbir a um violento nocaute, embora o seu desejo seja o de, lógico, vencer a luta. É a comparação que faço em relação neste artigo em que, confiando em observações pessoais, considero o Brasil grande favorito para a partida desta tarde com a Bélgica, ressaltando, porém, como no exemplo pugilístico, posso ser nocauteado e, indefeso, ser obrigado a pedir perdão aos leitores que esperavam outra realidade da minha parte.

O que me leva a emitir a opinião de favoritismo para hoje são as diferenciações na pratica de um país e outro, como retratou a Cronista Betty Milan, no livro o “País da Bola”, de 1989, quando diz que “ somos formados desde pequenos para inventar e, por isso, o futebol brasileiro é particularmente criativo, produzindo jogadores capazes de fazer o impossível acontecer, propiciar experiência da surpresa de que necessitamos para aplacar a nostalgia da infância. O estilo do nosso jogo é o de um povo que se entrega à imaginação porque vê nela uma saída”

Melhor retrato não poderia traduzir a grandeza do futebol brasileiro, como atestam suas conquistas nessas 21 copas, desde 1930, e o penta como recompensa.

Ao longo dos 88 anos de bola rolando pelo mundo em disputa das Copas, o Brasil foi único que participou de todas e a superioridade foi confirmada em cinco delas e se não chegou a número maior decorreu de sonhar acordado, imaginando o título antes da hora.

Assim foi em 1950, na histórica derrota por 2 a 1 , para o Uruguai, quando bastava apenas o empate, derrota diante de 200 mil pessoas, proeza nunca mais vista no Maracanã. Também os 7 a 1, com a Alemanha, em 2014, o orgulho subiu à cabeça e a punição foi severa.

O Leitor vai perguntar, por que tanta convicção na vitória brasileira hoje? Sem a certeza da resposta, confiamos, como premissa inicial a diferença da forma de dominar a bola em campo.

Os jogadores brasileiros têm no sangue o espírito próprio para o combate, ou seja, velocidade e total controle da bola, mais precisamente, a improvisação. Futebol europeu, em particular, da Copa de 2010, na África do Sul, quando a Espanha foi campeã, apresentou um novo padrão seguido pelo mundo inteiro.Na época era uma evolução, mas o modelo hoje está ultrapassado, porque a totalidade dos países jogam morosa e improdutivamente, longe da ambição maior que é o gol.

A conclusão no duelo de hoje é a diferença de um futebol dinâmico, com jogadas rápidas em direção à meta e outro acadêmico que pouco produz, a não ser canseira nos torcedores de tantos passe para o lado e, pior, para trás.

Claro que a minha posição não deseja formar opinião a respeito do futuro do futebol no mundo. Por isso, considero o Brasil favorito para a batalha de hoje, embora ressalte ser pensamento tirado de muitos anos de vivência no mundo do futebol.

Acredito que o maior adversário do Brasil seria o Uruguai, que tem quase a mesma escola . A provável ausência de Cavani pode colocar no chão as esperanças uruguaias, hoje, também, diante da França.

 
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