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PSDB oposição a Temer?

O impeachment da presidente Dilma não está ainda no seu destino final, mas divergências já frequentam a mente dos parlamentares movidos pelas mesmas ideias vigentes de que não sendo do mesmo bloco partidário não terá vez no governo, independente de ser capaz ou não.

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A crise atual no país exige dos congressistas mais do que compreensão e elevado sentimento de lealdade ao futuro do Brasil. Dividido até hoje por questões partidárias, é chegado o momento do saudável do voto de unidade para recolocar o país nos trilhos do desenvolvimento.

O impeachment da presidente Dilma não está ainda no seu destino final, mas divergências já frequentam a mente dos parlamentares movidos pelas mesmas ideias vigentes de que não sendo do mesmo bloco partidário não terá vez no governo, independente de ser capaz ou não. Foi durante muito tempo a lógica do PT para agregar seus seguidores agindo, tipo Mensalão, sem enxergar o mal que cedo ou tarde iria abortar. É o que se constata agora. Mesmo ainda com a indefinição de Michel Temer como Presidente, alguns partidos já manifestam insatisfação como, por exemplo, o PSDB, cujos líderes não estão tão alinhados com possível nova política. Nos corredores do Senado já se esboça um destino costumeiramente condenável pelo político, o de esquecer do povo que o elegeu, não se livrando da pecha de que nada ou pouco interessa além do seu bem-estar.

Não precisa se recorrer a douto para verificar que a crise do Brasil decorreu da falta de unidade de quem realmente eram os responsáveis. O próprio PSDB sempre foi coerente com a política nacional e, em instante algum, usou o fisiologismo do PT, criando em fevereiro de 1984 o Real de grata lembrança contra inflação exorbitante nos dois dígitos mensais.

Deixar de lado agora o modelo usado pelo PT na sua política que resultou na triste realidade brasileira é o que mais se torna prioritário, e não a continuação dos vícios próprios de quem despreza o Brasil. Ainda não está posta na mesa a disposição do PSDB de girar a roleta russa contra o provável governo Temer, manobra que possa alimentar outros partidos seguirem o sistema atual, como o PT quando não era governo. Na verdade, a oposição menos interessa ao povo e, mais, a satisfação dos políticos profissionais e sem ética.

Apeado do governo por uma série de irregularidades, o PT, daqui pra frente, vai se agarrar aos que pensam iguais a ele, como fizera nos 13 anos de governo. Sabe-se, hoje que não foi o caminho mais adequado para o benefício geral do país. O PSDB, trilhando pela oposição ao governo Temer, dará mais corda aos que julgam que todos são iguais, diferente apenas no caráter e na ambição.

 
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