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Quatro reis à procura de um trono

Ulisses Laurindo – Jornalista Articulista A opinião conhecida a seguir não é de algum conceituado cientista nas crônicas sociais, mas simplesmente de um viciado nas tarefas jornalísticas nos mais diversos campos da vida da população, inclusive com olhar demorado na política responsável por tudo que há de sério no dia a dia do povo. Com […]

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

A opinião conhecida a seguir não é de algum conceituado cientista nas crônicas sociais, mas simplesmente de um viciado nas tarefas jornalísticas nos mais diversos campos da vida da população, inclusive com olhar demorado na política responsável por tudo que há de sério no dia a dia do povo. Com a vinda das eleições de 7 de outubro sobram oportunidades para grande ou pequeno emitir conceitos sobre os possíveis novos parlamentares. O Brasil também elegerá novo Presidente. São tantos os candidatos que uma análise de per si tomaria espaços ilimitados.

Considero para análise, com efeito, os quatro mais chegados ao povo e o faço na ordem alfabética, relacionando a meu ver seus méritos para governar um país belo e gigante, embora reconheçamos que as propostas que divulgam são parecidas com outras torpedeadas no passado por alguns deles, e pelo visto vão jogá-las no chão. São eles:

Ciro Gomes: Conhecido na política nacional como ex governador do Ceará e ministro de governos anteriores, a exemplo do de Itamar Franco; foi ajudante direto no Plano Real. Deixou boa lembrança e hoje carrega o lema do PDT, de Leonel Brizola. Seu nome se mistura na onda do apelido ‘Lingua Afiada’. Pela terceira vez na disputa presidencial. Para muitos, tem méritos para ir muito longe.

Geraldo Alckmin: Embora tenha ao seu lado o trem que é São Paulo, carregando a locomotiva Brasil, hoje parece mais no chove não molhe, e com desconfiança já lhe deram o apelido de ‘Picolé de Chuchu’, o que é depreciativo para quem dirige o maior estado do país e não se afundou na vala, por exemplo, tipo Lava Jato. Tem a fama de pertencer à gleba de políticos do passado, sem inspirar confiança. Mas São Paulo está de olho nele… e quem sabe…

Jair Bolsonaro: Surgiu como um foguete com a promessa de varrer para o fundo do quintal os maus feitos do país, principalmente aqueles identificados com falta de nacionalismo. A legião que segue sua doutrina não desconhece o perfil brasileiro de concórdia e prefere primeiro, antes das baionetas, o diálogo capaz de tornar possível guerra em paz desejada por todos. O capitão está convicto de que de maneira ordeira e pacífica se constrói uma grande Nação. Cabe ao povo resolver.

Marina Silva: Perdeu oportunidade de ouro de chegar ao poder máximo quando caiu o avião de Eduardo Campos. Ali ela tinha cacife para chegar à vitória. Antes, passou pelo governo do PT e de lá saiu chutando o balde por não ter sido atendida no que pedia para o povo do Nordeste. No comando do barco, como se propõe, verá a dificuldade de chegar ao sucesso, não por causa de suas intenções, mas pelos obstáculos que vai encontrar, porque para o país cada um tem um rumo.

Está na páginas do Diário do Amapá o diagnóstico do confronto político de outubro. Hoje todos rezam que vão levar para o governo o melhor da política nacional, mas antes é preciso mostrar a cada um deles o que o jogador Garrincha respondeu ao treinador Feola quando este dava instruções sobre como ganhar da União Soviética, em 1958: “O senhor já combinou com os russos?”. Estão no mesmo caso os políticos que desejam desenvolver o Brasil. Já conversaram com o povo sobre as reformas essenciais para desenvolver o país?

 
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